Rota Amazônica ao Pacífico: obras de integração finalizam neste mês

Rota Amazônica ao Pacífico terá obras finalizadas neste mês, conectando Amazonas a portos da América do Sul e Ásia. Projeto visa fortalecer comércio.
Rota Amazônica ao Pacífico — foto ilustrativa Rota Amazônica ao Pacífico — foto ilustrativa

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, anunciou que uma das Rotas de Integração Sul-Americana terá suas obras concluídas ainda neste mês. Trata-se da dragagem do Alto Solimões, trecho que conectará o Amazonas aos portos do Equador, Peru e Colômbia. O projeto visa fortalecer o comércio regional e agilizar o escoamento de cargas para a Ásia, com foco na China.

A expectativa é que, até o final de 2025, mais duas rotas sejam finalizadas, totalizando cinco projetos integrados no plano.

Segundo Tebet, a rota, que há dez anos se encontrava em estado precário, recebeu investimentos através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para a “Rota 2”, especificamente, o investimento totaliza R$ 3,8 bilhões, com R$ 1,9 bilhão de recursos privados e o restante de investimentos públicos.

Há um conjunto de 25 iniciativas em andamento na região, incluindo investimentos em aeroportos (Tabatinga, Fonte Boa, Tefé, Coari, Manaus), dragagem do Solimões e cabeamento para internet. Estes investimentos, públicos e privados, têm sido apoiados por bancos latino-americanos.

Ministra Simone Tebet em coletiva de imprensa sobre o Orçamento
Ministra Simone Tebet em coletiva de imprensa.

A ministra destacou o impacto positivo já observado na balança comercial. No último ano, com trechos da “Rota 2” já operacionais, o comércio registrado foi superior ao dos sete anos anteriores, evidenciando o potencial da via fluvial.

A natureza fluvial da “Rota 2” dialoga diretamente com a agenda de sustentabilidade. A ministra ressaltou a capacidade da Floresta Amazônica de agregar valor a produtos ecológicos e sustentáveis, que poderão ser escoados para a Ásia e países vizinhos com o selo de sustentabilidade.

Potencial de Duplicação do Comércio Sul-Americano

O programa de Rotas de Integração Sul-Americana tem o potencial de duplicar o comércio na América do Sul. Estimativas mais detalhadas sobre os impactos serão realizadas pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Origem do Plano de Integração

A ideia para o plano surgiu em maio de 2023, durante uma reunião em Brasília, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com presidentes de países sul-americanos. O objetivo era discutir melhorias na conexão regional. O Ministério do Planejamento e Orçamento, sob o comando de Tebet, ficou responsável por dialogar com os 11 estados brasileiros fronteiriços e identificar as melhorias necessárias e as obras já contempladas no Novo PAC.

As Cinco Rotas de Integração

Foram definidas cinco rotas estratégicas:

  • Rota da Ilha das Guianas (previsão de conclusão em 2026): Abrange Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará, além de Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela.
  • Rota Amazônica (conclusão em 2025): Envolve o Amazonas e partes de Roraima, Pará e Amapá, interligando-se por via fluvial à Colômbia, Peru e Equador.
  • Rota do Quadrante Rondon (previsão de conclusão em 2027): Compreende Acre, Rondônia e partes do Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
  • Rota Bioceânica de Capricórnio (previsão de conclusão em 2026): Inclui Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
  • Rota Bioceânica do Sul (previsão de conclusão em 2026): Abrange o Rio Grande do Sul e o sudoeste de Santa Catarina.

Fonte: G1

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