IPTU SP: Câmara aprova reajuste de até 10%; veja quem votou contra

Câmara de SP aprova reajuste do IPTU em até 10% anuais. Saiba os detalhes da nova lei e confira a lista de vereadores que votaram a favor e contra a proposta.
reajuste IPTU SP — foto ilustrativa reajuste IPTU SP — foto ilustrativa

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segundo turno, nesta quarta-feira (29), o projeto de lei que autoriza o reajuste do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). O texto agora aguarda a sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A medida estabelece um limite de correção de até 10% ao ano para qualquer tipo de imóvel, seja residencial ou comercial. Inicialmente, o limite proposto para propriedades não-residenciais era de 15%, mas foi reduzido por meio de emenda.

O projeto, de autoria da Prefeitura, foi aprovado por 30 votos favoráveis e 19 contrários. A Secretaria Municipal da Fazenda justifica a revisão da planta de valores como uma exigência legal e destacou a realização de três audiências públicas para discussão com a população. Contudo, associações de moradores de diversos bairros expressaram Críticas à medida.

Entendendo o Reajuste do IPTU em SP

A nova legislação mantém o limite de reajuste anual do IPTU em 10% para imóveis residenciais. Para propriedades não residenciais, o limite foi definido em 10% após uma emenda coletiva, reduzindo a proposta inicial de 15%.

O projeto também amplia a faixa de isenção do tributo. Imóveis residenciais avaliados em até R$ 260 mil ficarão isentos – o limite atual é de R$ 230 mil. Moradias com valor de até R$ 390 mil também terão desconto, contra a faixa atual de R$ 345 mil.

A Prefeitura estima que mais de 1 milhão de imóveis serão isentos e mais de 500 mil terão descontos. Conforme comunicado oficial, a trava de 10% no reajuste anual limita a correção para imóveis residenciais com valorização acima desse percentual na Planta Genérica de Valores (PGV).

Com a emenda aprovada, todos os imóveis localizados em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) – áreas destinadas a famílias de baixa renda – passarão a ser isentos. Isso eleva o número de imóveis isentos em Zeis de 285 mil para 313 mil.

Adicionalmente, todos os terrenos e moradias da Companhia de Habitação Popular do Município de São Paulo (Cohab-SP) e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) também se tornarão isentos.

Planta de Valores e Impacto nos Setores

O cálculo do IPTU é baseado na Planta Genérica de Valores (PGV), que estabelece o valor venal dos imóveis. Atualizada a cada quatro anos pela Prefeitura, a PGV define o preço médio do metro quadrado por quadra, considerando valores de Mercado.

O projeto deste ano atualiza a PGV, com aumentos médios de até 90% em alguns setores em relação a 2022, conforme dados da Estadão. A Prefeitura, no entanto, afirma que apenas 4% dos imóveis terão um reajuste de valor venal superior a 40% no próximo ano.

O subsecretário da Receita Municipal, Thiago Rubio Salvioni, explicou que a intenção é reequilibrar o valor venal com o preço de mercado, buscando um patamar de 70%. A nova PGV foi publicada em anexo ao projeto de lei.

Um levantamento Técnico comparou a proposta de PGV para 2026 com a de 2022, após correção inflacionária. Uma emenda aprovada torna obrigatório que a partir de 2028, a Prefeitura forneça um site com calculadora para consulta do reajuste do IPTU antes da aprovação do projeto.

Críticas de Moradores e Associações

Moradores de diversos bairros de São Paulo manifestaram descontentamento com o reajuste do IPTU, alegando a falta de contrapartida em melhorias nos serviços públicos, como zeladoria, segurança e manutenção das ruas.

A Associação Viva Leopoldina considera a correção de até 10% anual injusta. O setor Jaraguá-Pirituba registrou a maior variação do preço do metro quadrado territorial (91%). Nos Jardins, onde a alta do metro quadrado chega a 70%, o IPTU também gera insatisfação.

A associação Pró-Pinheiros criticou o aumento médio de 69% do metro quadrado territorial, apontando um distanciamento entre a Prefeitura e a realidade local. Em Barra Funda, a alta média de 57% também gerou revolta entre os moradores.

Lista de Votos na Câmara Municipal

Vereadores que votaram a favor:

  • Ana Carolina Oliveira (Podemos)
  • André Santos (Republicanos)
  • Carlos Bezerra Jr. (PSD)
  • Danilo do posto de saúde (Podemos)
  • Dr. Milton Ferreira (Podemos)
  • Edir Sales (PSD)
  • Ely Teruel (MDB)
  • Fábio Riva (MDB)
  • Gabriel Abreu (Podemos)
  • George Hato (MDB)
  • Gilberto Nascimento Jr. (PL)
  • Isac Felix (PL)
  • João Jorge (MDB)
  • Kenji Ito (Podemos)
  • Major Palumbo (Podemos)
  • Marcelo Messias (MDB)
  • Pastora Sandra Alves (União)
  • Paulo Frange (MDB)
  • Ricardo Teixeira (União)
  • Roberto Tripoli (PV)
  • Rute Costa (PL)
  • Sandra Santana (MDB)
  • Sansão Pereira (Republicanos)
  • Sargento Nantes (Podemos)
  • Silvão Leite (União)
  • Silvinho Leite (União)
  • Simone Ganem (Podemos)
  • Sonaira Fernandes (PL)
  • Thammy Miranda (União)
  • Zoe Martinez (PL)

Vereadores que votaram contra:

  • Alessandro Guedes (PT)
  • Amanda Vettorazzo (União)
  • Celso Giannazi (Psol)
  • Cris Monteiro (Novo)
  • Eliseu Gabriel (PSB)
  • Hélio Rodrigues
  • Jair Tatto (PT)
  • Janaina Paschoal (Podemos)
  • João Ananias (PT)
  • Keit Lima (Psol)
  • Luana Alves (Psol)
  • Lucas Pavanato (PL)
  • Marina Bragante (Rede)
  • Nabil Bonduki (PT)
  • Prof. Toninho Vespoli (Psol)
  • Renata Falzoni (PSB)
  • Senival Moura (PT)
  • Silvia da Bancada Feminista (Psol)
Governador Tarcísio de Freitas em evento em São Paulo
Governador Tarcísio de Freitas.
Parlamentares em sessão na Câmara Municipal de São Paulo discutindo o IPTU
Sessão na Câmara Municipal de São Paulo.

Fonte: InfoMoney

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