O PSD anunciou para o próximo dia 27 a filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões. Ele deixará o Novo com foco nas eleições de 2026. Como noticiado, o partido de Gilberto Kassab articula um acordo para dar continuidade à gestão de Romeu Zema (Novo), que apoia a candidatura de Simões à sua sucessão.
Filiação de Simões e o futuro de Rodrigo Pacheco
A entrada de Mateus Simões no PSD lança dúvidas sobre o destino do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele é o nome preferido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer ao Governo de Minas Gerais no próximo ano.
Uma das possibilidades é Pacheco migrar para outra legenda, como o MDB, para concretizar o desejo de Lula. Contudo, o Palácio do Planalto já se articula com um “plano B”, caso Pacheco desista da candidatura. O nome considerado é o do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que recentemente se filiou ao PDT e recebeu apoio da ministra Gleisi Hoffmann.
Novas Possibilidades para Pacheco e STF
Pacheco também é cogitado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a Aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. No entanto, a expectativa é que o escolhido para a Corte seja o advogado-geral da União, Jorge Messias. Membros do PT temem que, mesmo sem a nomeação para o STF, Pacheco possa desistir de concorrer ao governo de Minas.
Aliança do PSD com Zema em Minas Gerais
A prefeita de Uberaba e vice-presidente do PSD mineiro, Elisa Araújo, confirmou à Coluna do Estadão que o PSD se comprometeu a seguir a agenda de Romeu Zema. Atualmente, Simões não figura bem nas pesquisas eleitorais. Elisa, no entanto, acredita que há espaço para crescimento, especialmente a partir de abril, quando Zema deixará o governo para disputar outro cargo eletivo.
“Abandonar o Mateus seria desleal”, declarou Elisa, sobre a aliança. Questionada se Pacheco teria que deixar o PSD para ser o candidato de Lula, ela optou por não comentar.
Fonte: Estadão