O governo Lula sinalizou ao Partido Progressista (PP) que o ministro do esporte, André Fufuca, pode permanecer no cargo. Em troca, o PP concordou em manter sua base de apoio e não pressionar por mais cargos de segundo escalão.
Acordo para Manutenção de Ministérios
A negociação envolveu a ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, que se reuniu com o líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho (RJ), e com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O acordo visa preservar a estrutura do Ministério do esporte e de outras pastas e estatais onde o PP possui indicações.
Essa tratativa surge após o PP e o União Brasil terem votado contra uma medida provisória do governo que visava o corte de gastos e o aumento de Receita. O Planalto, em resposta, iniciou um processo de substituição de indicados de partidos que se opuseram à MP, mas o acordo com o PP busca mitigar os impactos dessa decisão.
Pressão e Reviravolta no Cenário Político
Nas últimas semanas, o PP e o União Brasil haviam intensificado a pressão pela saída de Fufuca e do ministro do Turismo, Celso Sabino. Ambos os ministros, no entanto, resistiram às pressões e mantiveram suas posições. Fufuca chegou a ser afastado de suas funções partidárias, enquanto Sabino enfrentou um processo de expulsão no União Brasil.
O Papel das Medidas Provisórias e o Cenário de Negociação
A medida provisória em questão, MP 1.303, que tratava de cortes de gastos e aumento de receita, foi um ponto de atrito entre o Governo e parte da base aliada. A articulação política, liderada por Gleisi Hoffmann, buscou realinhar as forças e garantir a governabilidade, culminando no acordo que mantém Fufuca no Ministério do Esporte.
A expectativa é que, com esse entendimento, o PP reforce seu compromisso com o governo Lula, garantindo apoio em votações importantes no Congresso Nacional e mantendo a estabilidade política necessária para a agenda econômica do país.
Fonte: Estadão