O Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro cogita o nome do atual secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, como potencial candidato a governador em 2026. A informação parte de uma pesquisa encomendada pelo partido, que busca alternativas para a sucessão do governador Cláudio Castro. Felipe Curi tem ganhado destaque nas redes sociais, atraindo tanto apoio quanto críticas, por conta de sua atuação em operações de segurança pública, como as realizadas nos complexos da Penha e Alemão.
Felipe Curi e a Estratégia de Segurança
Curi tem adotado uma linha de comunicação que ressoa com eleitores de direita, definindo a luta contra organizações criminosas como combate ao terrorismo e criticando a “narcocultura”. Sua abordagem, por vezes descrita como “necropolítica”, foca na eliminação de criminosos como solução para a segurança pública, uma estratégia que, apesar das Críticas, tem gerado engajamento online.
Outras Opções do PL para o Rio de Janeiro
Além de Felipe Curi, o PL também considera o comandante da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, Coronel Marcelo de Menezes Nogueira, como uma opção eleitoral. Assim como Curi, Menezes também está à frente de operações importantes no estado.
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Necropolítica: Crítica e Sucesso Popular
O governador Cláudio Castro parece ciente de que a “necropolítica” divide opiniões: criticada por setores progressistas e direitos humanos, mas com forte apelo popular. Sua própria eleição como vice-governador ocorreu em um contexto onde a segurança pública e promessas de combate ao crime eram centrais. Em junho de 2022, durante sua campanha à reeleição, uma operação policial em Vila Cruzeiro resultou em 23 mortes, gerando duras críticas, mas também um aparente fortalecimento de sua imagem junto a parte do eleitorado.
Castro chegou a comentar sobre a repercussão: “Se eu fosse me basear por pesquisas, faria mais três operações como o da Vila Cruzeiro, uma por semana”. Essa fala sugere uma estratégia de capitalizar politicamente sobre ações de confronto policial.
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Análise de Pesquisas e Cenário Político
Pesquisas como a Quaest reforçam a tese de que a população brasileira anseia por soluções mais drásticas para a criminalidade, com 8 em cada 10 entrevistados acreditando que “a polícia prende e a Justiça solta”. Esse sentimento pode explicar o sucesso de discursos focados em segurança pública, mesmo que controversos.
O cenário político-eleitoral em torno da segurança tem gerado debates acalorados. Críticos apontam que a escolha do momento para grandes operações policiais pode ser influenciada por eventos políticos, como declarações polêmicas sobre segurança pública. O deputado Altineu Cortes (PL) resumiu o sentimento de parte do partido ao dizer que a operação, mesmo mal planejada, teria apoio popular. O vice-presidente do PT, Quaquá, também sinalizou uma mudança de discurso em seu partido, ao classificar criminosos como “vagabundos” e defender um destino mais severo para eles, distanciando-se de discursos tradicionais de esquerda.
Fonte: G1