PL enfrenta críticas internas por articulações eleitorais em estados

PL enfrenta críticas internas por articulações eleitorais em estados, com aliados de Bolsonaro insatisfeitos com acordos e preterições em chapas.

Aliados próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro têm criticado a cúpula do Partido Liberal (PL) devido a preterições em articulações eleitorais importantes pelo país. Uma das razões apontadas é a restrição de Bolsonaro em se comunicar com aliados, conforme determinado em sua autorização de prisão domiciliar temporária pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que veta visitas exceto de familiares, médicos e advogados.

O plano do PL para a montagem de chapas eleitorais em alguns estados tem priorizado acordos pragmáticos em detrimento de políticos leais ao bolsonarismo. Exceções incluem as pré-candidaturas de Michelle Bolsonaro no Distrito Federal e Carlos Bolsonaro em Santa Catarina, que avançaram atropelando acordos locais.

Crise no PL do Paraná e reviravolta em Roraima alimentam insatisfação

A filiação do senador Sergio Moro ao PL do Paraná para concorrer ao governo estadual e a tentativa frustrada de Hélio Lopes disputar o Senado em Roraima têm intensificado o clima de insatisfação. Figuras como o advogado Fabio Wajngarten e os deputados federais Marcos Pollon, Gilson Machado e Carlos Jordy, além de Hélio Lopes, são citados como pessoas que teriam sido deixadas de lado pelas articulações do PL, enquanto Bolsonaro permanece afastado das negociações.

Carlos Jordy expressou descontentamento com as indicações feitas, afirmando que o cenário não agrada à maioria da militância, mas que não deseja atrapalhar o projeto do partido. A situação de Marcos Pollon, ligado ao movimento armamentista Proarmas, permanece delicada, apesar do apoio declarado por Bolsonaro à sua candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. No entanto, a disputa pela mesma vaga no estado conta com outras pré-candidaturas consolidadas no PL.

Desfiliações e mudanças partidárias no Paraná e Pernambuco

No Paraná, o deputado federal Fernando Giacobo pediu desfiliação do PL após a chegada de Moro, alegando que a manobra rompia um acordo anterior. Ele se filiou ao PSD e busca levar consigo prefeitos do PL. Moro, por sua vez, nega a debandada e afirma que o PL paranaense cresceu com sua chegada.

Em Pernambuco, Gilson Machado trocou o PL pelo Podemos após não obter autorização para disputar o governo estadual. Já Hélio Lopes enfrenta dificuldades para disputar o Senado em Roraima, pois o diretório local já havia definido a pré-candidatura de Arthur Henrique para o posto e não há espaço para Lopes. A transferência de domicílio eleitoral para Roraima impede seu retorno ao Rio de Janeiro até 2027.

Articulações no Ceará e a posição de Michelle Bolsonaro

No Ceará, a articulação para apoiar Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo estadual contrariou a vontade de Michelle Bolsonaro e outros bolsonaristas próximos ao ex-presidente. Michelle havia criticado a negociação para apoiar Ciro, argumentando que ele criticava Bolsonaro há muitos anos. O desejo dela era apoiar o senador Eduardo Girão (Novo), que pauta seu mandato em pautas conservadoras e embates com o STF. Contudo, o PL optou pelo apoio a Ciro Gomes.

Fonte: Estadão

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