A Polícia Civil de São Paulo pediu ao Ministério Público a prisão preventiva do piloto Sergio Antonio Lopes, 60, suspeito de comandar uma rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável. A investigação aponta que o piloto e outras cinco mulheres teriam praticado 11 crimes contra 11 vítimas, sendo dez menores.


O inquérito individualiza os crimes para cada vítima, o que significa que os suspeitos podem responder por mais de cem delitos. A defesa do piloto alega que ele passou por uma cirurgia grave e tratamento que alterou seu comportamento, buscando desconstruir a imagem negativa criada.
Lopes já estava preso temporariamente desde 9 de fevereiro, quando foi detido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, antes de embarcar para o Rio de Janeiro. A Latam, companhia aérea para a qual ele trabalhava, o demitiu após ser informada sobre as acusações.
Os crimes atribuídos aos suspeitos incluem estupro de vulnerável, produção e compartilhamento de pornografia infanto-juvenil, aliciamento de crianças, perseguição, coação no curso do processo, favorecimento à prostituição ou exploração sexual de crianças e adolescentes, divulgação de cena de pornografia infantil, falsa identidade e organização criminosa.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou a conclusão da investigação, mas não pôde fornecer mais detalhes devido ao sigilo do procedimento. Em março, outra mulher foi presa na segunda fase da operação “Apertem os Cintos”, suspeita de aliciar vítimas e fornecer material pornográfico infantil.
Fonte: UOL