PF combate falsificação e venda ilegal de canetas emagrecedoras

Polícia Federal combate falsificação e venda ilegal de canetas emagrecedoras em 12 estados, com apoio da Anvisa. Operação visa desarticular grupos criminosos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta terça-feira (7) para reprimir a entrada irregular, produção clandestina, falsificação e comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos para emagrecimento. A ação, denominada Heavy Pen, conta com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e visa desarticular grupos criminosos que atuam na cadeia ilícita desses produtos.

As investigações apuram irregularidades desde a importação fraudulenta até a distribuição e comercialização de substâncias injetáveis conhecidas como “canetas emagrecedoras”. O foco recai sobre produtos com princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, e também substâncias como a retatrutida, ainda sem autorização no Brasil.

Agentes cumprem 45 mandados de busca e apreensão em 12 estados: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Amapá e Santa Catarina. Além disso, 24 ações de fiscalização são realizadas em estabelecimentos como laboratórios de manipulação e clínicas estéticas que operam à margem da regulação sanitária.

Venda de canetas emagrecedoras no Brasil

De acordo com a Anvisa, o Brasil importou mais de 130 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida nos últimos seis meses. Este volume é suficiente para a fabricação de aproximadamente 25 milhões de doses de canetas manipuladas no país. Os IFAs são as substâncias ativas que compõem os medicamentos, e no caso da tirzepatida, são a base para as canetas utilizadas por pacientes em farmácias de manipulação.

A Anvisa planeja endurecer as regras para a manipulação desses medicamentos, com previsão de atualização da norma que permite a produção em farmácias de manipulação para o dia 15 de abril. A agência apresentou um diagnóstico sobre a circulação de medicamentos agonistas de GLP-1, usados no tratamento de diabetes e emagrecimento. Em fevereiro, foram registrados seis casos de morte por pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras, além de mais de 60 mortes relacionadas a esse tipo de medicamento.

Fonte: G1

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