Investidores monitoram nesta terça-feira o prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Há sinais de impasse nas negociações, com Teerã rejeitando uma proposta de cessar-fogo temporário e condicionando avanços ao fim dos ataques americanos e israelenses.
Washington elevou o tom, ameaçando atingir usinas iranianas caso a rota marítima não seja desobstruída. Diante desse cenário, os mercados operam em compasso de espera, aguardando declarações que afastem uma nova escalada do conflito e seus potenciais impactos profundos.
Por volta das 8h, os contratos futuros do Brent subiam 0,71%, a US$ 110,58, enquanto o WTI avançava 1,76%, a US$ 114,38. O dólar no exterior operava estável, com o DXY em 100 pontos. Em Wall Street, os futuros do S&P 500 recuavam 0,30% e do Nasdaq caíam 0,42%. Na Europa, o Stoxx 600 subia 0,26%.
Medidas contra alta dos combustíveis
A disparada dos preços do petróleo levou o governo brasileiro a anunciar novas medidas para conter os impactos da alta dos combustíveis. Por meio de uma Medida Provisória (MP), o governo prevê ações para reduzir a volatilidade do diesel, mitigar efeitos sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) e o querosene de aviação (QAV).
A iniciativa também inclui linhas de crédito para companhias aéreas. As medidas devem vigorar ao menos entre abril e maio de 2026, com custo estimado em R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões arcados pela União e R$ 2 bilhões pelos Estados e o Distrito Federal.
Mercado e agenda local
O mercado deve monitorar os desdobramentos da proposta, especialmente seus impactos fiscais. Na agenda local, os investidores acompanham o leilão de LFTs e NTN-Bs pelo Tesouro.
No exterior, além do conflito geopolítico, o mercado observa os discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao longo do dia.
Fonte: Globo