Os preços do petróleo registraram a maior alta mensal em décadas em março, impulsionados pelo conflito no Irã que afetou o fornecimento global de energia e causou um choque de oferta nas principais economias e mercados financeiros.
O fechamento do Estreito de Ormuz, em resposta a ataques, levou o barril a uma valorização de 63% no mês. A situação foi classificada como a maior interrupção de fornecimento da história, com preços de alguns combustíveis ultrapassando os US$ 200 por barril.
A escalada nos preços da energia aumentou os temores de uma crise inflacionária, com o preço da gasolina nos EUA superando os US$ 4 por galão pela primeira vez desde agosto de 2022.
Em meio a sinais de desescalada do conflito, os mercados internacionais apresentaram ânimo. O presidente dos Estados Unidos sinalizou uma possível retirada do Irã em poucas semanas, o que levou a uma queda nos preços do petróleo na madrugada. No entanto, o Estreito de Ormuz permaneceu em grande parte fechado.
Apesar da volatilidade, os futuros das ações nos Estados Unidos, bolsas asiáticas e europeias fecharam em alta. O minério de ferro na China também registrou leve valorização.