Petróleo e conflito no Oriente Médio ditam volatilidade em março e abril

Março foi ditado pela alta do petróleo e tensões no Oriente Médio. Analista prevê volatilidade em abril, com cenário geopolítico e commodities no centro das atenções.

Março foi marcado pela forte alta do petróleo e pela escalada das tensões no Oriente Médio. Segundo Jean Miranda, analista de commodities do BTG Pactual, abril deve seguir o mesmo cenário de volatilidade, guiado pelo contexto geopolítico e pelas commodities.

O analista destacou que o petróleo foi o principal motor dos mercados em março, com a commodity chegando a negociar acima de US$ 120 e mantendo patamares elevados. Essa alta foi impulsionada principalmente pelo conflito no Oriente Médio, que envolveu Estados Unidos, Irã e Israel, além de riscos logísticos em regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz.

O cenário de incerteza e volatilidade beneficiou diretamente as petroleiras. No Brasil, a Petrobras registrou alta de cerca de 20% no mês, ajudando a mitigar as perdas do Ibovespa, que encerrou março com leve queda de 0,7%.

Abril: Cautela com sinais de desescalada

O mercado reagiu positivamente a sinais de negociações e a uma maior probabilidade de encerramento do conflito, o que impulsionou os ativos no último pregão de março. Apesar da queda mensal, o Ibovespa fechou o último pregão com alta de 2,71%.

A probabilidade de fim do conflito parece maior, mas o mercado continua sensível a novas informações. A dinâmica do petróleo em abril continuará sendo determinante para as commodities, a inflação e os juros.

A alta recente da commodity pressiona as expectativas inflacionárias e contribui para revisões nas projeções da taxa básica de juros (Selic). O fluxo estrangeiro segue sustentando parcialmente o mercado brasileiro, mas o ambiente global permanece desafiador, especialmente com a volatilidade nas bolsas americanas.

A leitura predominante entre investidores é de cautela. O cenário em abril, assim como em março, continuará dominado por fatores externos, com o mercado operando ao ritmo da geopolítica enquanto o petróleo estiver em foco.

Fonte: Moneytimes

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