O preço do petróleo reverteu os ganhos e fechou em queda nesta terça-feira (7), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. O contrato de junho do Brent, referência global, chegou a ser negociado a US$ 111,79, mas encerrou o dia a US$ 103,42, uma desvalorização de 5,78%.


O petróleo WTI (West Texas Intermediate), utilizado nos EUA, também virou para a queda após disparar durante o dia. O contrato de junho, que alcançou US$ 101,17, foi negociado a US$ 95,12 no fechamento, com recuo de 4,26%. O contrato de maio do WTI, mais volátil devido ao conflito no Oriente Médio, atingiu US$ 117,57, o maior valor em quase quatro anos, mas terminou o dia a US$ 108,04, com queda de 4,05%.
A volatilidade nos preços do petróleo reflete a tensão geopolítica na região. Israel bombardeou nesta terça-feira a segunda petroquímica iraniana em dois dias, visando uma usina em Shiraz. Em retaliação, o Irã atacou o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, com mísseis e drones.
A situação levou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, a afirmar que o momento atual é mais grave do que as crises de 1973, 1979 e 2022 juntas. Ele destacou que o mundo nunca experimentou uma interrupção no fornecimento de energia de tal magnitude.
Enquanto o petróleo oscilava, as bolsas europeias fecharam em queda, com o índice Euro STOXX 600 recuando 0,96%. Na Europa, Frankfurt caiu 0,99%, Londres 0,84% e Paris 0,67%. Nos Estados Unidos, os resultados foram mistos: o Dow Jones fechou em queda de 0,18%, enquanto Nasdaq e S&P 500 registraram altas de 0,10% e 0,08%, respectivamente.
Fonte: UOL