Petrobras estuda elevar produção de diesel para autossuficiência nacional

Petrobras avalia aumento na meta de produção de diesel para atingir autossuficiência nacional, buscando blindar o mercado interno de volatilidades externas.
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro 22/02/2021 REUTERS/Ricardo Moraes

A Petrobras está analisando a possibilidade de aumentar a meta de produção de diesel prevista em seu plano de negócios para os próximos cinco anos, com o objetivo de tornar o Brasil autossuficiente no combustível. A informação foi divulgada pela presidente-executiva da companhia, Magda Chambriard.

Em um evento em São Paulo, Chambriard afirmou que o parque de refino da Petrobras atualmente garante cerca de 70% do consumo brasileiro de diesel. A meta atual da empresa prevê elevar esse percentual para 80% nos próximos cinco anos, com um acréscimo de aproximadamente 300 mil barris por dia de diesel.

“Nós estamos revendo esse plano e nos perguntando se nós podemos chegar a 100%”, declarou a executiva. Segundo ela, a autossuficiência em diesel significaria a garantia de que volatilidades externas no mercado de combustíveis não afetarão os consumidores brasileiros.

Aumento da produção de petróleo

A discussão sobre o aumento da produção doméstica de diesel ocorre em um contexto de turbulências no mercado internacional de petróleo e combustíveis, intensificadas desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. A presidente da Petrobras avaliou que, neste cenário geopolítico conturbado, o Brasil tem se destacado em segurança energética e em sua importância como fornecedor de petróleo para a Ásia.

Ampliação da capacidade das plataformas

Chambriard ressaltou que a Petrobras está expandindo sua produção de petróleo através da ampliação da capacidade de suas plataformas. Ela citou o caso da plataforma Almirante Tamandaré, que teve seu potencial de produção elevado de 225 mil para 270 mil barris por dia.

De acordo com a executiva, esse aumento de capacidade em um ativo pode ser replicado em pelo menos outras três plataformas. Isso resultará em uma entrega de 180 mil barris adicionais de capacidade produtiva, sem a necessidade de novas plataformas.

Fonte: Infomoney

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