Pense por si mesmo e fuja do rebanho político em Muitos brasi

Descubra como pensar por si mesmo, resistir à pressão política e ideológica, e exercer sua autonomia de juízo para uma democracia mais forte.

Muitos brasileiros se sentem como a bola de um pinball político, arremessada de um lado para o outro em meio a barulho e histeria, sem conseguir sair de uma rotina de julgamentos morais que exige posicionamento explícito sobre tudo.

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O ambiente político atual transforma ideias, pensamentos e comportamentos em questões políticas, sujeitas à vigilância e punição segundo critérios ideológicos. Exige-se opinião sobre os mais variados assuntos, desde eventos internacionais a decisões sobre atletas.

Ouse pensar com a própria cabeça

O remédio mais eficiente contra essa sensação é um clássico do Iluminismo: “Sapere aude”. Tenha a audácia de pensar e sirva-se do seu próprio entendimento.

Isso significa que ninguém manda no seu juízo ou na sua visão de mundo, nem o seu círculo social ou grupo ideológico. A verdadeira emancipação intelectual é resistir ao “soft power” dos “nossos”, recusando-se a substituir o próprio julgamento pela voz do rebanho.

Resistir à pressão grupal

O custo de divergir ou hesitar pode ser o isolamento, mas esse é o preço para ser o capitão da própria alma e senhor das próprias ideias. A liberdade de rediscutir consensos e reexaminar premissas é fundamental.

Recusar dogmas e bíblias particulares do grupo, e não confundir afinidades ideológicas com conversão sectária, é essencial. Não conceda a autoridades do seu campo o direito de decidir o que é certo ou errado; mantenha esse direito como uma prerrogativa pessoal.

A democracia depende de indivíduos independentes

Em um momento de apelos por coesão grupal e hostilidade contra inimigos externos, tenha a liberdade de escolher contra o que lutar e por quê. Contra a pressa por movimentos de manada, retarde o julgamento; contra o ativismo de guerrilha, suspenda o julgamento até que as coisas fiquem claras; contra as simplificações, faça distinções e aceite paradoxos.

É libertador apoiar um princípio, como a condenação da misoginia, e ao mesmo tempo reprovar a solução proposta. Peça evidências, desconfie de soluções fáceis e ouça os outros lados, mesmo sem concordar.

Esse individualismo, que é autonomia de juízo e não isolamento, pode ser paradoxalmente mais democrático que coletivismos que anulam a liberdade de pensar. A democracia depende de indivíduos capazes de pensar com liberdade e independência.

Fonte: UOL

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