Passageiro não é o culpado pela crise das companhias aéreas

Companhias aéreas se beneficiam de decisão judicial, mas passageiros perdem direitos. Entenda os impactos e as mudanças propostas para o setor aéreo.

Companhias aéreas se beneficiam de decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, que suspendeu processos judiciais contra elas por alterações, cancelamentos ou atrasos de voos em casos de força maior. A medida, no entanto, não traz boas notícias para os passageiros, que sentem a perda de direitos no transporte aéreo.

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Desde 2017, a gratuidade para despachar bagagem de até 23 kg foi extinta, sob a justificativa de redução no preço das passagens, o que não se concretizou. Além disso, companhias aéreas deixaram de oferecer refeições e lanches gratuitos, e a reserva de assento tornou-se paga, com a opção de gratuidade apenas para assentos definidos pela própria companhia no check-in.

Um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro de 2025 busca reverter parte dessas mudanças. O PL nº 5041 visa garantir o direito ao transporte gratuito de bagagem de mão em voos domésticos, além de tratar de acessibilidade, vedar o cancelamento do trecho de volta por não comparecimento na ida e proibir a cobrança pela marcação de assento padrão. O projeto aguarda aprovação no Senado Federal.

A aviação civil enfrenta dificuldades, mas os consumidores não são o problema. A baixa renda média dos brasileiros limita o uso mais intensivo do transporte aéreo, essencial em um país continental. Obstáculos tributários, como o custo do querosene de aviação, e a necessidade de investir em sustentabilidade ambiental também impactam o setor.

O uso de Combustível de Aviação Sustentável (SAF) é crucial para evitar o aumento dos custos e repasses nas passagens. A primeira biorrefinaria focada em combustíveis renováveis, a Refinaria Riograndense, está em transformação para produzir Bio-GL, diesel verde, SAF e nafta verde. A Petrobras já iniciou a entrega de SAF, e a Acelen desenvolve o combustível com óleo de macaúba, com operação prevista a partir de 2028.

Fonte: UOL

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