O papa Leão XIV celebrou sua primeira missa de Páscoa como pontífice neste domingo, 5. Durante a celebração, ele fez um apelo para que se cultive a esperança contra “a violência da guerra que mata e destrói”.
Com conflitos em andamento, o papa tem reiteradamente pedido o fim das hostilidades. Em sua homilia de Páscoa, o pontífice destacou aqueles que travam guerras, abusam dos fracos e priorizam o lucro.
Dirigindo-se aos fiéis de um altar a céu aberto na Praça de São Pedro, Leão XIV implorou que mantivessem a esperança diante da morte, que espreita “nas injustiças, no egoísmo partidário, na violência”. Opressão dos pobres, na falta de atenção dada aos mais vulneráveis.
“Vemos isso na violência, nas feridas do mundo, no grito de dor que se eleva de todos os cantos por causa dos abusos que esmagam os mais fracos entre nós, por causa da idolatria do lucro que saqueia os recursos da Terra, por causa da violência da guerra que mata e destrói”, disse ele.
Citou seu antecessor, o papa Francisco, ao alertar contra a indiferença diante da “persistente injustiça, do mal, da indiferença e da crueldade”, porque “também é verdade que, em meio às trevas, algo novo sempre brota e, mais cedo ou mais tarde, dá frutos”.
Os cristãos na Terra Santa celebraram uma Páscoa discreta, com cerimônias reduzidas na Igreja do Santo Sepulcro devido a restrições policiais. As autoridades impuseram limites ao número de pessoas em reuniões públicas em virtude de conflitos regionais.
As restrições afetaram celebrações recentes de outras religiões, como o Ramadã e a Páscoa judaica. A bênção sacerdotal judaica no Muro das Lamentações, normalmente frequentada por milhares, foi limitada a apenas 50 pessoas.
As limitações tensionaram as relações entre as autoridades e líderes religiosos, com incidentes registrados durante celebrações importantes como o Domingo de Ramos.
Fonte: Estadão