Jonathan Oppenheimer, membro de uma família com forte legado na mineração sul-africana, responsável pela construção de gigantes como a Anglo American Plc e a De Beers, fez um apelo enfático ao Governo da África do Sul para que reduza a burocracia e facilite o ambiente para empreendedores.
Ele destacou que, apesar de as pequenas e médias empresas (PMEs) representarem 91% dos negócios formais no país e contribuírem com mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB), o crescimento econômico fraco e os altos custos operacionais e de conformidade representam sérias ameaças à sua sustentabilidade. Segundo um índice compilado pelo Absa Group Ltd. e pela Câmara de Comércio e Indústria Sul-Africana, mais da metade das pequenas empresas do país correm o risco de fechar as portas em até um ano, dadas as atuais condições de inflação de custos, caso não recebam ajuda externa.
O Desafio da Burocracia e Custos
A declaração de Oppenheimer ressalta um gargalo persistente na economia sul-africana. A carga regulatória e os custos associados à operação de negócios no país dificultam a expansão e, em muitos casos, impedem a sobrevivência de novas empresas. A dificuldade em obter licenças, cumprir exigências fiscais complexas e os altos gastos com conformidade desviam recursos que poderiam ser investidos em inovação e crescimento.
A Importância das PMEs para o PIB
Pequenas e médias empresas são a espinha dorsal de muitas economias modernas, e na África do Sul não é diferente. Elas são fontes cruciais de empregos e impulsionam a inovação. O fato de representarem 91% das empresas formais e mais de um terço do PIB demonstra seu papel fundamental. No entanto, a fragilidade em que se encontram, conforme indicado pelo índice Absa/SACCI, é um sinal de alerta para a saúde econômica geral do país.
Apelo por Reformas Estruturais
O pedido de Oppenheimer é um chamado direto por reformas estruturais que simplifiquem o ambiente de negócios. Medidas para reduzir a burocracia, otimizar processos de Licenciamento e diminuir os custos de conformidade poderiam liberar o potencial empreendedor da África do Sul. Um governo que “saia do caminho” permite que as empresas prosperem, gerem empregos e contribuam mais efetivamente para o desenvolvimento econômico.
Fonte: Bloomberg