Conclusões preliminares de uma investigação da ONU sobre as mortes de três soldados indonésios da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) indicam que um foi morto por um disparo de tanque israelense e outros dois por um dispositivo explosivo improvisado, provavelmente colocado pelo Hezbollah.


Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, classificou os incidentes como “inaceitáveis” e disse que podem constituir crimes de guerra segundo o direito internacional. Ele pediu que os casos sejam investigados e que os responsáveis sejam levados à justiça.
Segundo a investigação, um soldado foi morto e outro gravemente ferido em 29 de março por um projétil de 120 mm disparado por um tanque Merkava das Forças de Defesa de Israel em Adchit Al Qusayr. No dia seguinte, dois soldados do mesmo batalhão morreram e um terceiro ficou gravemente ferido devido a uma explosão que destruiu seu veículo perto de Bani Hayyan.
A investigação estima que, devido ao local, à natureza da explosão e ao contexto atual, é muito provável que o artefato tenha sido colocado pelo Hezbollah. A Unifil havia comunicado às Forças de Defesa de Israel as coordenadas de todas as suas posições e instalações em duas ocasiões anteriores ao incidente.
Em incidentes separados nesta terça-feira, um comboio de ajuda humanitária no sul do Líbano foi forçado a fugir da região devido a bombardeios. Além disso, o exército israelense bloqueou um comboio logístico da Unifil e deteve brevemente um de seus soldados, o que a ONU considera uma violação flagrante do direito internacional.
Fonte: UOL