O Agente Secreto: Filme de Wagner Moura e Kleber Mendonça merece Oscar

O Agente Secreto, de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, é um filme aclamado que pode ser indicado ao Oscar. Analisamos o impacto e a qualidade da obra.
O Agente Secreto Oscar — foto ilustrativa O Agente Secreto Oscar — foto ilustrativa

O Agente Secreto, longa dirigido por Wagner Moura e com Kleber Mendonça Filho, tem sido aclamado pela crítica e conquistou dois prêmios importantes, levantando a possibilidade de indicações ao Oscar. Apesar das personalidades consideradas “chatas” pelos autores, o filme se destaca pela sua qualidade.

Kleber Mendonça Filho expressou frustração por ter recebido um prêmio fora do palco, enquanto Wagner Moura relatou a censura que seu filme sofreu durante o Governo Bolsonaro. Segundo Moura, houve má vontade na liberação de verbas para a distribuição, caracterizando a situação como “censura cínica”.

O Início da Carreira e o Impacto no Cinema

Na adolescência, o autor sonhava em ser cineasta e acompanhava o blog de cinema de Kleber Mendonça Filho, conhecido por suas análises detalhadas e sistemas de avaliação de filmes. Atualmente, o autor se tornou economista e reflete sobre a qualidade de obras como Aquarius, também de Mendonça Filho, destacando como o cineasta aborda temas sociais e econômicos.

Samuel Pessôa já havia analisado Aquarius em profundidade, abordando a perspectiva de personagens ricos que se veem como classe média. Kleber Mendonça Filho, por sua vez, comentou que filmes como Aquarius frequentemente provocam debates no meio liberal.

Análise de Filmes e Impacto Social

O texto compara O Agente Secreto com Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e estrelado por Wagner Moura, também ambientado em um período ditatorial. Há uma reflexão sobre a descrição do filme como a história de um milionário contada por um bilionário. O autor questiona detalhes da vida de personagens, como a quantidade de empregados e o valor de propriedades.

Em O Agente Secreto, Pablo Ortellado assume o papel de um personagem similar a Samuel Pessôa, discutindo a Sudene no contexto do enredo. Wagner Moura, protagonista do filme, discursou sobre a relevância de transmitir valores, com a GQ notando seu relógio de luxo.

Conclusão e Reflexão

O autor expressa uma certa saudade dos tempos em que não era tão “mala” e apenas lia blogs de cinema. De forma irônica, sugere que uma nova reforma da Previdência seria bem-vinda se o resultado fosse a produção de mais filmes de Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura, indicando o alto apreço pelas obras deles.

Fonte: Estadão

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