Navios francês e japonês cruzam Estreito de Ormuz após guerra

Navios francês e japonês cruzam Estreito de Ormuz, rota estratégica fechada pela guerra no Irã, indicando possível mudança no tráfego marítimo.
An Indian liquefied petroleum gas (LPG) carrier, Shivalik, arrives at Mundra Port via the Strait of Hormuz, amid the U.S.-Israel conflict with Iran, in Gujarat, India, March 16, 2026. REUTERS/Amit Dave TPX IMAGES OF THE DAY

Um porta-contêineres francês e um navio-tanque japonês realizaram as primeiras travessias pelo Estreito de Ormuz desde o início do conflito no Irã, que havia praticamente fechado a rota marítima estratégica.

2026 02 06T162009Z 688471298 RC2EGJATFV0S RTRMADP 3 FRANCE POLITICS
2026 02 06T162009Z 688471298 RC2EGJATFV0S RTRMADP 3 FRANCE POLITICS
2026 03 31T220117Z 452061029 RC2XFKAN2X7G RTRMADP 3 USA TRUMP
2026 03 31T220117Z 452061029 RC2XFKAN2X7G RTRMADP 3 USA TRUMP

O porta-contêineres CMA CGM Kribi, ligado à Europa Ocidental, deixou o estreito na sexta-feira. É o primeiro navio com essa conexão a atravessar a região em mais de um mês. Paralelamente, a japonesa Mitsui OSK Lines confirmou que um navio de gás natural liquefeito (GNL) de sua copropriedade também fez a travessia, um caso inédito.

O tráfego no Estreito de Ormuz diminuiu drasticamente desde os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel ao Irã, com poucas embarcações conseguindo passar. A maioria eram navios de países aliados de Teerã, que obtinham pré-aprovação iraniana para rotas próximas à sua costa.

As travessias dos navios francês e japonês indicam uma possível mudança nesse cenário, embora não esteja claro se isso é resultado de negociações diplomáticas ou de acordos pontuais entre empresas. França e Japão solicitaram um cessar-fogo e defendem a reabertura do estreito.

Alguns navios passaram a pagar taxas de trânsito ao Irã como parte de um sistema em desenvolvimento. A Mitsui OSK e a CMA CGM se recusaram a comentar se os navios em questão efetuaram tais pagamentos.

Até o momento, a maioria das embarcações que cruzaram o estreito pertencia a países com relações amistosas com o Irã. Alguns, como o Paquistão, negociaram acordos bilaterais para garantir passagem segura, utilizando rotas próximas à costa iraniana ou um trajeto pelo litoral de Omã.

Controle iraniano sobre o estreito

O Irã busca consolidar um controle de longo prazo sobre o estreito, estabelecendo um sistema de pedágios em uma via marítima vital para o abastecimento global de petróleo e gás. Essa iniciativa preocupa países árabes do Golfo e pode elevar os custos para consumidores.

O rastreamento de navios na região é dificultado por interferência de sinais e práticas de falsificação. O CMA CGM Kribi, com bandeira de Malta, manteve-se próximo à costa iraniana, passando por um canal entre as ilhas de Qeshm e Larak.

O navio-tanque de GNL Sohar, aparentemente sem carga, alterou seu destino para o terminal de GNL de Qalhat, em Omã. A embarcação, registrada como omanesa, circulou pelo Golfo Pérsico no último mês.

Fonte: Infomoney

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade