A MRV&Co registrou uma geração de caixa de R$ 387 milhões no primeiro trimestre, impulsionada pela venda de ativos da operação nos Estados Unidos e pelo desempenho da incorporação brasileira. A construtora divulgou os dados nesta segunda-feira.
A MRV Incorporação apresentou uma geração de caixa de R$ 96 milhões nos primeiros três meses do ano, superando os R$ 80 milhões do trimestre anterior e revertendo o consumo de caixa de R$ 68,6 milhões do mesmo período do ano passado.
Após ajustes, incluindo a exclusão da cessão de carteira e a mudança no critério de pagamento da Caixa Econômica Federal, a MRV Incorporação reportou um consumo de caixa de R$ 24,2 milhões.
A companhia informou que o montante represado na Conta Transitória da Caixa diminuiu R$ 46,6 milhões no trimestre, totalizando R$ 281 milhões.
A operação norte-americana Resia contribuiu com US$ 67 milhões (R$ 348 milhões) para a geração de caixa, provenientes da venda dos empreendimentos Tributary por US$ 73,3 milhões e dos terrenos Marine Creek e Tucker por US$ 18,3 milhões.
As divisões URBA (loteamento) e Luggo (aluguel residencial) registraram, respectivamente, queima de caixa de R$ 28,5 milhões e consumo de caixa de R$ 14,8 milhões.
Vendas da MRV Incorporação crescem e se preparam para novas regras do MCMV
As vendas líquidas da MRV Incorporação aumentaram 13,9% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 2,469 bilhões. Foram comercializadas 9.141 unidades, com um tíquete médio de R$ 270 mil.
Na comparação trimestral, as vendas caíram 10,5%, com uma redução de 12,8% no número de unidades vendidas, embora o tíquete médio tenha subido 2,5%.
Os lançamentos da divisão, focados em projetos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), totalizaram um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 2,915 bilhões, um aumento de 0,9% ano a ano.
Ricardo Paixão, diretor financeiro da MRV&Co, destacou que a empresa realizou um esforço nos lançamentos ao final do trimestre para iniciar abril bem posicionada e aproveitar as mudanças nos parâmetros do MCMV.
Recentemente, o Conselho Curador do FGTS ampliou a renda máxima para famílias elegíveis ao programa habitacional e os valores máximos de financiamento.
Paixão considerou as mudanças “bem colocadas e assertivas”, prevendo um incremento no volume de vendas e um aumento na capacidade de compra dos clientes.
Sobre a margem bruta, o executivo não detalhou, mas afirmou não ver motivos para a tendência incremental deixar de existir, esperando uma repetição do desempenho recente.
Fontes: Infomoney Moneytimes