Moraes defende reabertura de investigação sobre Valdemar Costa Neto no STF

Alexandre de Moraes defende reabertura de investigação sobre Valdemar Costa Neto (PL) na trama golpista, citando indícios de crimes graves no STF.
Valdemar Costa Neto trama golpista — foto ilustrativa Valdemar Costa Neto trama golpista — foto ilustrativa

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a reabertura da investigação sobre a participação de Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), na trama golpista. A declaração ocorreu durante seu voto na condenação de réus do núcleo de desinformação do plano de golpe.

Moraes sugeriu o envio dos autos de volta à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para subsidiar o inquérito sobre o presidente do PL. A decisão se baseia no artigo 18 do Código Penal, que permite a reabertura de investigações arquivadas mediante novas provas.

Para o ministro, existem indícios do envolvimento de Valdemar em crimes como organização criminosa e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Embora tenha sido indiciado pela PF, Valdemar Costa Neto não foi incluído na denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Análise de Provas e Condenação

Um dos réus no núcleo de desinformação é Carlos César Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal (IVL). Este instituto produziu um relatório utilizado pelo PL para solicitar a anulação de votos no segundo turno das eleições de 2022. Moraes destacou que, caso o engenheiro seja condenado pela Primeira Turma do STF, cópias da decisão e das provas devem ser enviadas à PF para auxiliar nas apurações contra Valdemar.

O Partido Liberal já foi multado em R$ 22,9 milhões por questionar o resultado das eleições sem apresentar provas. Essa multa por litigância de má-fé foi imposta por Alexandre de Moraes e referendada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em sua manifestação, Moraes afirmou que o PL “mente constantemente” sobre o caso, omitindo que sua decisão foi mantida pelos demais ministros do TSE.

Indícios de Envolvimento e Lavagem de Informações

O ministro considera que há provas suficientes para a condenação do ex-presidente do IVL. Ele ressaltou que, mesmo ciente da inexistência de fraude nas urnas, Rocha assinou o relatório para o PL com o objetivo de levantar suspeitas sobre o processo eleitoral.

“Para satisfazer o seu contrato com o Partido Liberal ele aceitou e se submeteu a lavar as falsas informações, fingindo tratarem-se de verdadeiras, sabendo serem falsas porque foi informado detalhadamente”, justificou Moraes, apontando para a gravidade das ações.

Fonte: Estadão

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