O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou novas visitas à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. As permissões incluem Jorge Oliveira, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU); Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado; o bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra; e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPI do INSS.
Alfredo Gaspar declina visita para manter isenção
O deputado Alfredo Gaspar informou a Alexandre de Moraes que não realizará a visita. A decisão foi tomada para preservar a isenção de seu trabalho na investigação da CPI, uma vez que a autorização foi solicitada antes de assumir a relatoria. Gaspar expressou sua solidariedade e respeito ao ex-presidente, mas priorizou sua função.
“Meu foco segue firme em concluir os trabalhos da Comissão e defender os aposentados do Brasil. Assim que essa missão for concluída, pretendo solicitar a realização da visita ao ex-presidente Bolsonaro”, declarou o deputado em sua conta no X.
Agendamentos e histórico de restrições
Os encontros autorizados para a próxima semana ocorrerão entre 9h e 18h. Jorge Oliveira, indicado por Bolsonaro para o TCU, visitará o ex-presidente na terça-feira, 28 de maio. Robson Rodovalho está agendado para quinta-feira, 30 de maio, e Rogério Marinho para sexta-feira, 31 de maio.
Anteriormente, em setembro, o ministro Alexandre de Moraes vetou a participação do bispo Robson Rodovalho em um grupo de oração na casa de Bolsonaro. Na ocasião, Moraes pontuou que o ‘Grupo de Orações’ não poderia ser utilizado como desvio de finalidade para permitir visitas não especificamente requeridas.
Robson Rodovalho teve um histórico político como deputado federal pelo Distrito Federal entre 2006 e 2010, quando foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária.
Valdemar Costa Neto tem pedido negado
Na quarta-feira, 22 de maio, Moraes negou um pedido para que o ex-presidente recebesse uma visita de Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL. O ministro relembrou que Bolsonaro está proibido de manter contato com réus ou investigados na tentativa de golpe de Estado.
A decisão se deu em razão da reabertura da investigação sobre a participação de Costa Neto na trama golpista, conforme decisão da Primeira Turma do STF. Ele já havia sido investigado e indiciado, mas não denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Desde o início de agosto, quando foi colocado em Prisão domiciliar, Jair Bolsonaro já protocolou mais de 75 pedidos de visitas no STF, segundo informações obtidas pela Coluna do Estadão.
Fonte: Estadão