STF: Moraes arquiva investigação contra Tarcísio por obstrução de justiça

Alexandre de Moraes arquiva pedido de investigação contra Tarcísio de Freitas por suspeita de obstrução de justiça. Saiba os detalhes.
investigação contra Tarcísio — foto ilustrativa investigação contra Tarcísio — foto ilustrativa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta quinta-feira (16) o arquivamento de um pedido de investigação contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A solicitação, feita pelo deputado federal Rui Falcão (PT-SP), buscava apurar suposto crime de obstrução de investigação.

Anistia a condenados de 8 de Janeiro motivou pedido

O pedido de investigação contra Tarcísio de Freitas foi motivado pela atuação do governador em Defesa da aprovação de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, que incluía o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos na tentativa de golpe de Estado. O deputado petista solicitou a abertura de um inquérito contra o governador por sua atuação em prol da anistia.

PGR: Atuação política não constitui crime

Alexandre de Moraes acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou que apenas o Ministério Público tem a prerrogativa de solicitar a abertura de apuração criminal. A PGR também concluiu que os fatos narrados por Rui Falcão não apresentavam indícios mínimos de crimes que justificassem uma investigação formal. Segundo o órgão, a articulação política para anistia não constitui ilícito penal nem extrapola os limites da liberdade de expressão.

“Os relatos do digno noticiante não contêm elementos informativos mínimos, que indiquem suficientemente a realidade do ilícito penal, justificadora da deflagração da pretendida investigação”, afirmou a PGR.

A PGR ressaltou que a concessão de anistia é matéria de competência do Congresso Nacional, com sanção presidencial. A Procuradoria também mencionou que condutas de obstrução de investigação e coação para interferir no Poder Judiciário estão sendo analisadas em outros inquéritos no STF, em um contexto mais abrangente.

Fonte: Valor Econômico

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