Dezessete ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixaram seus cargos para concorrer nas eleições de outubro. As exonerações foram oficializadas no Diário Oficial da União. A maioria dos substitutos são secretários-executivos ou de áreas das próprias pastas, com exceção do Ministério do Planejamento e Orçamento.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para ser candidato a vice na chapa presidencial. Simone Tebet saiu do Ministério do Planejamento e Orçamento para concorrer ao Senado em São Paulo, sendo substituída por Bruno Moretti.
Alguns ministros optaram por permanecer no governo, em acordo com o presidente Lula, para focar em entregas do último ano de mandato. Entre eles estão o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
Mudanças Ministeriais para Disputa Eleitoral
As saídas atendem à exigência da legislação eleitoral, que determina a desincompatibilização de ministros seis meses antes das eleições. As substituições visam garantir a continuidade dos trabalhos nas pastas.
Quem Sai e Quem Assume nas Principais Pastas
Na Casa Civil, Rui Costa sai para disputar o Senado pela Bahia, e Miriam Belchior assume. Fernando Haddad deixa o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo, com Dario Durigan assumindo como secretário-executivo. No Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva sai para disputar o Senado em São Paulo, e João Paulo Capobianco assume.
Novos Ministros em Pastas Estratégicas
Carlos Fávaro deixa o Ministério da Agricultura para concorrer ao Senado em Mato Grosso, sendo substituído por André de Paula, que estava no Ministério da Pesca. André de Paula, por sua vez, vai para a Agricultura, e Edipo Araujo assume a Pesca. No Ministério do Esporte, André Fufuca sai para concorrer ao Senado no Maranhão, e Paulo Henrique Perna Cordeiro assume.
Fonte: Estadão