Ministros e Governadores Deixam Cargos para Eleições Presidenciais

Ministros e governadores deixam cargos para disputar eleições em outubro. Veja quem sai, quem fica e quais são os pré-candidatos após o fim do prazo de desincompatibilização.

O prazo para que pré-candidatos se desincompatibilizassem de cargos públicos encerrou no último sábado (4), resultando em 17 afastamentos de ministros do governo e 11 renúncias de governadores estaduais. Essas saídas alteram o cenário político na Esplanada dos Ministérios e em governos regionais, em preparação para as eleições de outubro.

As exonerações de ministros como Geraldo Alckmin e Gleisi Hoffmann marcaram o fim das trocas de auxiliares por motivos eleitorais. A estratégia visa fortalecer palanques regionais, com muitos ministros buscando cadeiras no Senado, na Câmara dos Deputados ou governos estaduais.

A substituição da maioria dos ministros demissionários foi feita por secretários-executivos das pastas, indicando uma continuidade nas ações, embora com perfis mais técnicos. A sucessão de Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais ainda está indefinida.

No total, 18 ministérios tiveram mudança de titular. André de Paula, ex-ministro da Pesca, foi realocado para a Agricultura e Pecuária. Ao menos 18 ministros permanecem em seus cargos.

Governadores Buscam Vagas no Senado e Presidência

Dos 11 governadores que renunciaram, a maioria pretende concorrer a vagas no Senado. O governador do Amazonas, Wilson Lima, e seu vice, Tadeu de Souza, deixaram seus postos. Outros governadores que renunciaram incluem os da Paraíba, Pará, Acre e Espírito Santo, que estavam em seus segundos mandatos.

Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás, já haviam se afastado para concorrer à Presidência da República. Por outro lado, governadores como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) optaram por permanecer em seus mandatos.

Os vices que assumiram a governadoria planejam usar os meses restantes para projetar suas candidaturas. Uma exceção é o Rio de Janeiro, onde a sucessão de Cláudio Castro, considerado inelegível, depende de decisão judicial.

Esplanada dos Ministérios: Mudanças e Permanências

Entre os ministros que deixaram seus cargos para concorrer a cargos eletivos estão André Fufuca (Esporte), Anielle Franco (Igualdade Racial), Camilo Santana (Educação), Carlos Fávaro (Agricultura), Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Jader Filho (Cidades), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Márcio França (Empreendedorismo), Marina Silva (Meio Ambiente), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Renan Filho (Transportes), Rui Costa (Casa Civil), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Simone Tebet (Planejamento) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).

Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) está em licença médica. Ministros como Alexandre Padilha (Saúde), Esther Dweck (Gestão), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), José Múcio (Defesa), Luiz Marinho (Trabalho) e Margareth Menezes (Cultura) permanecem em seus postos.

Governos Estaduais: Renúncias e Candidaturas

Governadores como Antonio Denarium (Roraima), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Gladson Cameli (Acre), Helder Barbalho (Pará), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), João Azevêdo (Paraíba), Mauro Mendes (Mato Grosso), Renato Casagrande (Espírito Santo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás) renunciaram para disputar cargos eletivos, principalmente ao Senado.

Fonte: Globo

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