O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público atuará para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral. Em encontro com procuradores regionais eleitorais, ele pediu atuação firme e neutra para conter abusos e pressões que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor.
O combate à violência política contra a mulher e à desinformação também estão entre as prioridades de Gonet, que também atua como procurador-geral eleitoral. O objetivo é garantir que o eleitor possa formar sua opinião de forma livre, sem pressões econômicas, psicológicas ou políticas.
As informações sobre a estratégia do MP Eleitoral foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da PGR. O encontro reúne, em Brasília, cerca de 30 procuradores para debater questões relacionadas a registro de candidatura, fraude à cota de gênero, violência política, desinformação e abuso de poder.
Combate à influência de facções
Uma das grandes preocupações é impedir a influência de facções criminosas no financiamento e promoção de candidatos ou na escolha dos eleitores. Nas últimas eleições municipais, o MP Eleitoral conseguiu barrar na Justiça o registro de candidatos a vereador envolvidos com grupos criminosos. Para este ano, a Procuradoria-Geral Eleitoral criou um grupo de trabalho para prestar apoio aos promotores e procuradores nessa atuação.
Atenção à desinformação
O procurador também destacou a necessidade de combater a propagação de notícias falsas ou descontextualizadas, sobretudo nas redes sociais, que tentam enfraquecer o processo eleitoral e a democracia. É preciso estar preparado para atuar de forma enérgica e neutra no combate a abusos para preservar os valores democráticos.
Prevenção à violência política contra a mulher
Durante o encontro, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou a importância de prevenir e combater à violência política contra as mulheres, para assegurar maior participação feminina no meio político e nos postos de decisão. A prática é considerada crime eleitoral desde 2021, com penas que podem variar de 1 a 4 anos de prisão.
Fonte: Estadão