Analistas do mercado financeiro aumentaram novamente a estimativa para a inflação em 2026, marcando a quarta semana consecutiva de elevação. A pesquisa do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central, aponta que a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 subiu de 4,31% para 4,36%.
O conflito no Oriente Médio tem impactado os preços do petróleo, que operam acima de US$ 100, com potencial para pressionar a inflação brasileira, especialmente através do aumento dos combustíveis.
Inflação em alta
Se a projeção de 4,36% se confirmar, o IPCA ficará ligeiramente acima do registrado no ano anterior, que foi de 4,26%. Para 2027, a expectativa subiu de 3,84% para 3,85%, e para 2028, de 3,57% para 3,60%. A estimativa para 2029 permaneceu em 3,50%.
O objetivo da meta de inflação contínua, em vigor desde 2025, é de 3%, com uma margem de tolerância entre 1,50% e 4,50%. Uma inflação persistentemente alta reduz o poder de compra da população, afetando principalmente os salários mais baixos.
Corte dos juros
Apesar do aumento nas projeções de inflação, o mercado financeiro mantém a expectativa de queda na taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a Selic permaneceu em 12,50% ao ano, indicando reduções futuras.
A projeção para o fim de 2027 foi mantida em 10,50% ao ano, e para 2028, em 10% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) realizou o primeiro corte na taxa em quase dois anos na semana anterior, reduzindo-a em 0,25 ponto percentual.
Atividade econômica e câmbio
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permaneceu em 1,85%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%.
A taxa de câmbio ao final de 2026 foi mantida em R$ 5,40, e para o fechamento de 2027, em R$ 5,45, segundo as projeções dos economistas dos bancos.