O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou sua filiação ao PSD nesta segunda-feira (27). A cerimônia ocorreu no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, e contou com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, além de outras lideranças políticas como parlamentares, prefeitos e vereadores.
A mudança partidária visa fortalecer a pré-candidatura de Simões ao Governo de Minas Gerais em 2026. O atual vice de Romeu Zema (Novo) já expressou publicamente seu interesse em disputar o executivo estadual.
A escolha do PSD não foi aleatória. O partido lidera em Minas Gerais em número de prefeitos eleitos, com 141, em contraste com os nove do Novo. Além disso, o PSD dispõe de um volume significativamente maior de recursos do fundo eleitoral, totalizando R$ 421 milhões, comparado aos R$ 37 milhões do Novo.
Mudanças no cenário político mineiro
A entrada de Mateus Simões no PSD intensifica as especulações sobre uma possível saída do senador Rodrigo Pacheco (PSD) da sigla. Entre os partidos cotados para abrigar Pacheco estão o PSB e o MDB. O senador é considerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um nome chave para compor a chapa da ala progressista na disputa pelo governo de Minas.
Protestos e contexto da filiação
Do lado externo do hotel onde ocorreu o evento, um grupo de servidores públicos manifestou-se contra a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A movimentação adiciona um elemento de contestação ao evento político.
Este movimento de filiação é estratégico para as eleições de 2026, buscando consolidar bases e recursos para a campanha de Simões. A força eleitoral e financeira do PSD em Minas Gerais são fatores determinantes para essa decisão.
Fonte: Valor Econômico