A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, confirmou sua permanência na Rede Sustentabilidade, partido pelo qual concorrerá nas próximas eleições. A federação formada pela Rede com o PSOL manifestou o desejo de que ela dispute uma vaga ao Senado por São Paulo.



Marina enfrentava uma disputa interna com a ala liderada pela deputada federal Heloísa Helena. Apesar de ter recebido convites de outros partidos como PT, PV, PSOL e PSB, Marina já indicava a possibilidade de continuar na Rede.
A decisão de permanecer no partido, que ela ajudou a fundar e que recentemente sofreu com a saída de membros, foi tomada no último dia da janela partidária, após uma reunião com representantes da federação PSOL-Rede. Na ocasião, os partidos expressaram preferência por lançar Marina ao Senado, ao lado de Simone Tebet (PSB), na chapa que terá Fernando Haddad (PT) como candidato ao Governo de São Paulo.
O presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, afirmou que Marina Silva é o nome que defenderão ao Senado. Contudo, ainda existe um impasse sobre os candidatos às duas cadeiras legislativas pela chapa.
Embora o presidente Lula tenha demonstrado o desejo de ver Marina e Tebet disputando as vagas, Márcio França (PSB), também de olho na eleição ao Senado, decidiu deixar o governo. Como Tebet e França são do mesmo partido e a candidatura de Tebet é considerada certa, a chapa busca uma solução para acomodar aliados.
Na Rede e no PSOL, a prioridade é garantir a presença de Marina no palanque paulista. Uma alternativa em discussão é lançá-la novamente como deputada federal, cargo que ocupou em 2022. Essa opção, no entanto, ainda está em debate.
Marina Silva deixou o Ministério do Meio Ambiente com índices de desmatamento da Amazônia em queda e ampliação das políticas ambientais. Durante sua gestão desde 2023, enfrentou desafios como a autorização para exploração de petróleo na bacia Foz do Amazonas e a aprovação de leis que flexibilizaram a proteção ambiental.
Fonte: UOL