A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, confirmou que apoiará as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência e de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Sua própria candidatura ao Senado, ao lado de Simone Tebet (PSB), também foi reafirmada, embora Márcio França (PSB) também dispute a vaga.




Em sua primeira entrevista após o anúncio de sua permanência na Rede, Marina Silva declarou que a definição de seu papel no pleito passará pelo presidente Lula. Ela reiterou o plano de concorrer ao Senado, formando uma chapa com Simone Tebet e aliada a Fernando Haddad, que busca o governo paulista.
Márcio França, ex-governador de São Paulo, também manifestou interesse na vaga de senador, gerando uma disputa interna na aliança. A decisão de Marina concorrer pela federação Rede-PSOL ocorre enquanto ela busca anular judicialmente o resultado da última eleição interna da Rede, partido que fundou em 2013.
Candidatura ao Senado e Construção Coletiva
Marina Silva afirmou que está disposta a contribuir para a manutenção do “coeficiente civilizatório” em São Paulo e no Brasil. Ela destacou a importância da construção coletiva e da diversidade de ecossistemas políticos para fortalecer a democracia, citando a vitória de Lula em 2022 como exemplo de frente ampla.
A ex-ministra ressaltou seu potencial de contribuição, evidenciado por pesquisas e sua trajetória política. Contudo, reconheceu a legitimidade da candidatura de Márcio França, que também possui uma dedicação política e pública significativa em São Paulo. A definição da chapa majoritária envolverá um diálogo entre os partidos que compõem o “bioma” político.
Permanência na Rede e Divergências Internas
Apesar de reconhecer diferenças internas e o tratamento judicial de algumas questões, Marina Silva defende a permanência na Rede e a coerência com sua tese do “bioma”. Ela celebrou a decisão de Guilherme Boulos (PSOL) de não deixar o partido, argumentando que a diversidade de espectros políticos é essencial.
Silva expressou o desejo de restaurar a pluralidade que caracterizava a Rede em sua fundação, onde havia espaço para diferentes visões. Ela mencionou que a federação assegurará as candidaturas e que a direção nacional da Rede não manifestou oposição à sua candidatura ao Senado.
Relação com Tarcísio de Freitas e Mudanças Climáticas
A ex-ministra mencionou a colaboração com Tarcísio de Freitas (Republicanos) no combate a incêndios em 2024 e expressou preocupação com a segurança hídrica de São Paulo, um estado com forte base tecnológica e recursos financeiros. Ela alertou para o risco de colapso hídrico, mesmo após períodos de escassez.
Silva também abordou a crise climática global, destacando a importância das fontes renováveis de energia, como os biocombustíveis, e a necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Ela elogiou a visão política de Lula em relação à COP30 e alertou para os riscos de ondas de calor e crises hídricas e energéticas no Brasil, independentemente das decisões políticas contrárias.
Fonte: UOL