Lula quer reunião com EUA em duas semanas para discutir tarifas de Trump

Governo Lula busca reunião com EUA em duas semanas para discutir tarifas de Trump sobre produtos brasileiros. Veja detalhes da negociação.
tarifas de Trump — foto ilustrativa tarifas de Trump — foto ilustrativa

O Governo brasileiro busca uma reunião com os Estados Unidos em, no máximo, duas semanas para avançar nas negociações sobre as tarifas impostas por Donald Trump a produtos importados do Brasil. A expectativa é que o encontro ocorra já na próxima semana ou na seguinte.

Delegação brasileira para negociações com os EUA

A proposta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é que a delegação seja composta pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, além do vice-presidente Geraldo Alckmin. O presidente Lula estará em Belém para eventos da COP-30 após 10 de novembro, o que pode influenciar o cronograma.

Histórico de encontros e expectativas para as negociações

As negociações para viabilizar o encontro estão em curso, com o Brasil aguardando um sinal positivo dos Estados Unidos para o deslocamento da comitiva a Washington. Anteriormente, Lula e Donald Trump se reuniram em Kuala Lumpur, na Malásia, onde acordaram que seus auxiliares manteriam contato para dar seguimento às tratativas. O objetivo do Palácio do Planalto é evitar a prolongação das negociações, buscando um resultado ainda este ano.

Pontos de discórdia e demandas americanas

Uma das principais incertezas entre diplomatas brasileiros e membros do Planalto reside nas exigências que os Estados Unidos apresentarão para a retirada da tarifa de 40% sobre produtos brasileiros, considerando os 10% aplicados a todos os países como inegociáveis. Temas como terras raras, minerais críticos e BRICS não foram abordados diretamente nas conversas iniciais, mas podem surgir nas próximas semanas. Contudo, não há garantia de que as demandas americanas serão integralmente atendidas.

Comércio, etanol e plataformas digitais em pauta

As conversas na Malásia focaram em questões comerciais e tarifárias envolvendo o etanol e plataformas digitais. A abordagem superficial desses temas pelos norte-americanos sugeriu à comitiva brasileira que ainda não há uma definição clara do lado dos EUA sobre suas demandas futuras. Questões relacionadas à situação jurídica de Jair Bolsonaro não foram levantadas, indicando que esse ponto pode estar fora das discussões atuais.

A impressão do governo brasileiro é que o problema inicialmente apontado pelos Estados Unidos em relação ao ex-presidente não tem mais relevância nas atuais conversas diplomáticas entre os dois países.

Fonte: Estadão

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