Lula: Presidente Mais Popular da América do Sul em Alta

Lula lidera popularidade na América do Sul com 51% de aprovação. Recuperação contrasta com rivais e é impulsionada por políticas sociais.
Lula presidente popular América do Sul — foto ilustrativa Lula presidente popular América do Sul — foto ilustrativa

Luiz Inácio Lula da Silva consolida-se como o presidente mais popular da América do Sul. Sua aprovação atingiu cerca de 51% em outubro, um aumento significativo de seis pontos percentuais em relação a março, quando registrou o ponto mais baixo de seu mandato. Essa recuperação se dá em meio a um cenário regional de instabilidade política e econômica, segundo dados da pesquisa LatAm Pulse da AtlasIntel.

Aumento da Popularidade e Contexto Regional

A desaprovação de Lula, por sua vez, manteve-se estável em 48%, o que representa uma queda de mais de cinco pontos percentuais em comparação com períodos anteriores. Embora esses índices ainda não alcancem os picos de mais de 80% de sua gestão anterior, a trajetória ascendente contrasta fortemente com a situação de outros líderes sul-americanos. Na Argentina, Javier Milei enfrenta uma desaprovação de 56%, marcada por uma crise cambial. No Equador, Daniel Noboa perdeu apoio popular após o aumento do preço do diesel. Até mesmo presidentes de esquerda, como Gabriel Boric (Chile) e Gustavo Petro (Colômbia), lidam com baixos índices de aprovação.

Iniciativas Sociais e Apoio Popular

Com as eleições de 2026 se aproximando, Lula tem intensificado a implementação de programas sociais focados na redução da desigualdade. Entre as medidas em destaque estão os subsídios para energia elétrica e gás de cozinha. Além disso, um projeto de lei que propõe isentar salários de até R$ 5 mil do Imposto de Renda foi aprovado por expressivos 84% dos brasileiros, reforçando o apoio popular às suas iniciativas. Lula também defende o aumento da tributação sobre os mais ricos como fonte de financiamento para esses programas, uma proposta que conta com o apoio de quase 63% da população.

Perspectivas para 2026

O presidente já confirmou sua intenção de disputar a reeleição em 2026 e, atualmente, lidera as pesquisas de intenção de voto em cenários contra potenciais adversários como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. A pesquisa da AtlasIntel, realizada entre 15 e 19 de outubro com mais de 14 mil pessoas, indica uma margem de erro de 1 ponto percentual e nível de Confiança de 95%. Esses resultados apontam para um cenário político favorável a Lula, sustentado pela aprovação de suas políticas sociais e pela percepção de que ele é um líder mais popular que seus rivais regionais.

Análise de Dados e Perspectivas Econômicas

O levantamento reflete um eleitorado sensível às políticas de redistribuição de renda e à estabilidade econômica, temas centrais na plataforma de governo de Lula. A aprovação da isenção do IR para a classe média e o apoio à taxação de altas rendas demonstram uma percepção positiva sobre a Justiça social proposta pelo governo. Analistas políticos e econômicos observam com atenção a capacidade do presidente em manter esse nível de aprovação, especialmente diante dos desafios econômicos que a região enfrenta. A política econômica, focada no combate à desigualdade, parece ressoar com uma parcela significativa da população Sul-Americana, contrastando com abordagens mais liberais de outros governos.

Impacto das Políticas Econômicas

As medidas adotadas pelo governo brasileiro, como os programas de auxílio e a proposta de reforma tributária, têm sido cruciais para a manutenção da popularidade de Lula. A pesquisa sugere que a percepção de que o presidente está agindo para reduzir a desigualdade é um fator determinante. Em contrapartida, governos que implementaram ajustes fiscais severos ou políticas impopulares, como o aumento de preços de bens essenciais, têm sofrido quedas significativas em seus índices de aprovação. A estratégia de comunicação do governo, que destaca essas conquistas sociais, parece ser eficaz em consolidar a imagem de Lula como um líder comprometido com o bem-estar da população.

Fonte: Valor Econômico

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