Promotor Lincoln Gakiya vive sob escolta há 10 anos contra PCC

Promotor Lincoln Gakiya, referência no combate ao PCC, vive sob escolta há uma década devido a ameaças de morte. Saiba mais sobre a Operação Recon e sua rotina de segurança.
Lincoln Gakiya PCC escolta — foto ilustrativa Lincoln Gakiya PCC escolta — foto ilustrativa

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, uma das maiores referências no combate ao crime organizado em São Paulo, está sob escolta permanente há mais de uma década devido a ameaças de morte do PCC. Gakiya, com mais de duas décadas de carreira, teve sua vida ameaçada pela primeira vez em 2005, quando atuava no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em Presidente Prudente (SP).

Desde então, cinco novos planos de atentado contra sua vida foram descobertos, sendo o mais recente identificado durante a Operação Recon, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil. A atuação de Gakiya foi crucial em 2018, quando solicitou a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC, para um presídio federal em Brasília. Essa medida visava enfraquecer a estrutura de comando da organização, aumentando o grau de risco para o promotor.

Rotina de Segurança e Ameaças Constantes

A vida de Lincoln Gakiya é marcada por um rigoroso esquema de segurança, com acompanhamento constante de grupos de elite da Polícia Militar. Em declarações recentes, o promotor expressou preocupação com sua segurança futura, chegando a cogitar pedir asilo político no exterior após a Aposentadoria, caso não haja garantias de proteção fora do serviço ativo. “Se não houver essa garantia de segurança, pessoas como eu não teriam outra opção a não ser pedir asilo político no exterior. Estaríamos correndo risco de vida dentro do nosso próprio país”, afirmou, citando a Europa e os Estados Unidos como possíveis destinos. Essa declaração ocorreu em um contexto de crescente preocupação com a segurança de autoridades, especialmente após o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz em Praia Grande.

As ameaças mais recentes datam de 2020, com a descoberta de uma carta em uma penitenciária paulista contendo ordens diretas do PCC para assassinar Gakiya, como retaliação às Transferências de líderes para unidades federais. Em 2018, duas mulheres foram presas com mensagens similares que citavam nominalmente o promotor.

Gráfico de mercado financeiro com indicativo de alta, relacionado à volatilidade e riscos no combate ao crime.
Mercado financeiro em cenário de volatilidade, reflexo de tensões sociais e de segurança.

Operação Recon: Desarticulação de Plano do PCC

A Operação Recon, deflagrada recentemente, cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do interior paulista, como Presidente Prudente, Álvares Machado e Venceslau. O grupo investigado é descrito pelo MPSP como altamente disciplinado e compartimentado, responsável por monitorar a rotina e os deslocamentos de autoridades e seus familiares. Cada membro possuía uma função específica, com conhecimento limitado do plano total para dificultar a detecção pelas forças de segurança.

A operação foi bem-sucedida em identificar e desarticular a célula criminosa na fase de reconhecimento, apreendendo equipamentos e documentos essenciais para a identificação dos responsáveis pela execução do plano. O coordenador de presídios, Roberto Medina, também estaria entre os alvos planejados para execução. Essa ação reforça a importância da inteligência e da cooperação entre o Ministério Público e a Polícia Civil no combate ao crime organizado e na proteção de agentes públicos.

Fonte: InfoMoney

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade