Kalshi: Apostas eleitorais impulsionam mercados de previsão

Fundadora da Kalshi revela que apostas eleitorais são a principal fonte de receita para mercados de previsão, impulsionando o setor.

A fundadora da plataforma de previsões Kalshi, Luana Lopes Lara, destacou que as apostas sobre resultados eleitorais representam a principal fonte de receita para o setor de mercados de previsão. Segundo ela, esses contratos são “as galinhas dos ovos de ouro” para essas plataformas.

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A Kalshi e a Polymarket operam mercados de previsão, que funcionam como bolsas onde usuários negociam apostas sobre diversos eventos, incluindo eleições, indicadores econômicos e resultados de programas de entretenimento.

A entrada da Kalshi em eleições ocorreu no pleito presidencial americano de 2024, com autorização das autoridades, apesar da oposição inicial do regulador do setor, a CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities). Lara explicou que a empresa precisou “processar o regulador” para viabilizar a operação desses contratos, considerados cruciais para o crescimento do mercado.

Essa vitória judicial impulsionou o valor de mercado da Kalshi para aproximadamente US$ 22 bilhões (R$ 113 bilhões), tornando Luana Lopes Lara a bilionária mais jovem a construir sua própria fortuna, segundo a Forbes.

A ideia de criar contratos sobre eleições surgiu em 2016, motivada pela angústia com os efeitos de uma possível vitória de Donald Trump e a escolha pelo Brexit. Lara e o cofundador Tarek Mansour buscavam ferramentas para proteção financeira diante desses cenários.

O processo de registro da Kalshi na CTFC, iniciado em 2020, durou quatro anos sem receitas, enquanto a empresa aguardava uma decisão. Lara afirmou que a companhia cumpria os 33 princípios exigidos pelo CFTC, mas o órgão apresentou 20 questões que foram trabalhadas com análise legal.

A vitória judicial sobre apostas eleitorais foi um ponto de virada para a empresa, que chegou a considerar a desistência. O tema foi abordado em uma mesa sobre “Como apostar em um negócio que ainda não existe” no evento Brazil at Silicon Valley.

Lara reiterou planos de expandir a atuação da Kalshi para o Brasil e a América Latina. No Brasil, especialistas em direito eleitoral alertam que a produção de estatísticas sobre processos eleitorais deveria ser supervisionada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que já derrubou sites com serviços similares.

Apesar das restrições, foi possível comprar contratos futuros na Kalshi sobre temas relacionados às eleições presidenciais brasileiras de 2026, utilizando criptomoedas para enviar dinheiro para uma conta nos EUA. A empresa implementou um sistema para receber remessas internacionais por meio de criptomoedas e cartões, visando expansão global.

Termos de uso da Kalshi e Polymarket impedem o acesso apenas para cidadãos de países com restrições judiciais ou sanções econômicas americanas. Até o momento, o Ministério da Fazenda e a CVM não se posicionaram sobre a atuação dessas empresas no Brasil.

Países com restrições em mercados de previsão

Reino Unido: Exige licença da Gambling Commission para operar mercados de previsão.

França: A autoridade de jogos bloqueou a Polymarket em 2024 por falta de autorização.

Itália e Austrália: Mantêm restrições a sites de apostas offshore sem sede ou representação legal no país.

Fonte: UOL

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