As taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentaram uma alta nesta terça-feira (28), revertendo quedas recentes. Este movimento reflete a cautela dos investidores que aguardam a decisão do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, a ser anunciada na quarta-feira (29), além de desdobramentos na agenda internacional.
No segmento de títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2028 passou a render 13,10% ao ano, um aumento em relação aos 13,05% registrados no fechamento de segunda-feira. O Tesouro Prefixado 2032 atingiu 13,58%, e o Prefixado com juros semestrais 2035 subiu para 13,70%.
Taxas de Títulos Atrelados à Inflação Em Alta
Os papéis atrelados à inflação também registraram alta generalizada em suas taxas. O Tesouro IPCA+ 2029 agora oferece um juro real anual de 7,91%, comparado a 7,88% no dia anterior. Outros títulos IPCA+ também apresentaram variação: o IPCA+ com juros semestrais 2035 subiu para 7,51%, o IPCA+ 2040 para 7,22%, e o IPCA+ 2050 para 7,00% no componente prefixado. O Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2060 paga 7,17% acima da inflação.
O Contexto da Alta: Inflação, Câmbio e Fed
O aumento nas taxas ocorre após um período de cinco quedas em sete sessões. Essas quedas foram impulsionadas por dados de inflação mais baixos que o esperado no Brasil e nos EUA, a redução no preço da gasolina e a valorização do real frente ao dólar. Contudo, o ambiente atual é de ajustes e realização de lucros, com investidores adotando uma postura mais defensiva.
De acordo com a ferramenta CME FedWatch, o Mercado precifica uma probabilidade de 97,8% de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros americana, que atualmente se encontra na faixa de 4,00% a 4,25%. Apesar da expectativa de flexibilização monetária, o cenário global ainda demanda prudência, com o discurso do Fed podendo definir o ritmo dos futuros cortes.
Influências Globais: Trump e Xi Jinping
No cenário Internacional, o presidente Donald Trump fechou um acordo em Tóquio com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre o fornecimento de terras raras. Ele deve se reunir com o presidente chinês Xi Jinping na Coreia do Sul na quinta-feira (30) para discutir o impasse comercial entre EUA e China. O resultado dessas negociações pode impactar o apetite por risco e os rendimentos dos títulos globais nos próximos dias.
A expectativa para a decisão do Fed e as negociações comerciais nos EUA e China são fatores cruciais que ditam a direção das taxas de juros no curto prazo.
Fonte: InfoMoney