Peça “Jonathan” Critica Colonialismo Através da Longevidade de Tartaruga

Peça teatral “Jonathan” usa a longevidade da tartaruga centenária para criticar o colonialismo e celebrar a juventude negra e periférica.

A tartaruga gigante Jonathan, com 153 anos, inspira a peça teatral “Jonathan”, que reflete sobre colonialismo e apagamentos históricos. O espetáculo, escrito e interpretado por Rafael Souza-Ribeiro (Rafuda), estreou em 2023 no Rio de Janeiro e aborda a potência criadora da juventude negra e periférica.

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A obra parte da longevidade de Jonathan, o animal terrestre mais velho do mundo, para contrastar com a vida breve de muitos jovens negros no Rio de Janeiro. Rafuda utiliza a figura da tartaruga como testemunha das transformações históricas, incluindo guerras mundiais e a escravidão.

No palco, Jonathan representa tanto a tartaruga centenária quanto um jovem negro de 17 anos que se recusa a ser submisso aos poderes dominantes. A peça explora a violência colonial em diversos aspectos, desde a forma como as pessoas podem se amar até o que pode ser dito publicamente.

A inspiração para a peça surgiu de uma notícia sobre a tartaruga em 2017. A longevidade de Jonathan, que viveu 26 anos com outra tartaruga (posteriormente descoberta como macho, indicando que Jonathan é gay), contrasta com a realidade de muitos jovens que não têm direito à longevidade.

O espetáculo, que já circulou por teatros e centros culturais, busca conscientizar sobre a importância de “melhorar” e “revolucionar”, inspirando-se na resiliência e no tempo de vida de Jonathan.

Fonte: UOL

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