EUA enviam JD Vance para apoiar reeleição de Orban na Hungria

Senador americano JD Vance visita Hungria para apoiar campanha de reeleição de Viktor Orban, em movimento incomum de intervenção eleitoral dos EUA.

O governo dos Estados Unidos, em um movimento incomum, enviou o senador JD Vance para a Hungria com o objetivo de apoiar a campanha de reeleição do primeiro-ministro Viktor Orban. Orban, que lidera o país desde 2010, busca seu quinto mandato consecutivo em meio a uma disputa eleitoral acirrada.

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Orban, figura proeminente da extrema-direita global, tem se distanciado de seus parceiros na União Europeia devido à sua proximidade com o presidente russo Vladimir Putin e sua oposição ao apoio à Ucrânia. Ele autodenomina a Hungria uma democracia “iliberal”, apesar de acusações de captura estatal e de controle sobre o sistema judiciário, a mídia e as universidades, o que leva a críticas sobre a justiça e a equidade das eleições.

Vance e Trump apoiam Orban em evento de campanha

JD Vance participou de um evento de campanha ao lado de Orban, que contou com a participação remota de Donald Trump. Trump elogiou Orban, destacando sua gestão e a manutenção da “bondade” e dos “povos húngaros” no país. Vance, por sua vez, expressou admiração pela luta da Hungria por “liberdade” e “soberania”, afirmando que ele e o presidente Trump desejam o sucesso do país.

Orban enfrenta um desafio significativo do candidato de centro-direita Peter Magyar e seu partido Tisza. Recentemente, o governo de Orban tem sido alvo de revelações sobre possível conluio com a Rússia e espionagem de opositores políticos, o que tem abalado sua administração.

Vance acusa UE de interferência eleitoral

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, considerou a visita de Vance um sinal de uma “nova era de ouro” nas relações EUA-Hungria. Vance, por sua vez, acusou “burocratas em Bruxelas” de tentarem “destruir a economia da Hungria” e de “ódio” em relação a Orban, classificando as ações da UE como “verdadeiramente desgraçadas” e um ato de interferência eleitoral.

Em contrapartida, o político de oposição Peter Magyar criticou a visita de Vance, afirmando que a história húngara é escrita na Hungria e não em Washington, Moscou ou Bruxelas. Outros líderes de direita, como Marine Le Pen e Geert Wilders, também manifestaram apoio à reeleição de Orban.

EUA quebram tradição ao intervir em eleição estrangeira

A participação ativa dos EUA em eleições estrangeiras, como a visita de Vance, representa um desvio da tradição diplomática americana. O movimento Make America Great Again (MAGA) de Trump admira as políticas de Orban em relação à imigração, direitos LGBTQIA+ e liberdade de imprensa, além de seu discurso em defesa dos “valores cristãos ocidentais”.

Anteriormente, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia expressado o compromisso de Trump com o sucesso de Orban. A visita de Vance, poucos dias antes da eleição, é vista como um passo altamente incomum, especialmente considerando que Orban critica a interferência de líderes da UE em assuntos húngaros.

Fonte: Dw

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