Itaú BBA revisa projeções para WEG e alerta investidores estrangeiros

Itaú BBA revê análise da WEG (WEGE3), destacando potencial de crescimento e atratividade para investidores estrangeiros. Entenda as projeções.
WEG Itaú BBA — foto ilustrativa WEG Itaú BBA — foto ilustrativa

O Itaú BBA ajustou sua perspectiva sobre a WEG (WEGE3), admitindo ter subestimado a capacidade da empresa de se reinventar e a persistência dos investidores estrangeiros. Após um período de ceticismo, o banco agora reconhece que a fabricante de equipamentos industriais demonstra um ciclo de inflexão em suas expectativas de crescimento, rentabilidade e custo de capital. Analistas do BBA observam que a companhia ainda possui potencial de valorização nos próximos trimestres.

Gráfico do Ibovespa, com destaque para a performance da WEG.
Ibovespa: Indicador de referência do mercado de ações brasileiro.

O time de análise do Itaú BBA admitiu ter mantido uma visão negativa por mais tempo do que o ideal, focando em tendências de curto prazo e falhando em antecipar o retorno do interesse de investidores internacionais. Nesse período, as ações da WEG registraram uma alta de aproximadamente 15%, um movimento que o banco não acompanhou inicialmente. Agora, o Itaú BBA revisou sua posição, indicando que a WEG tem espaço para continuar sua trajetória de valorização.

Perspectivas de Crescimento e Rentabilidade para a WEG

A expectativa positiva se baseia na projeção de que a pior fase da empresa já ficou para trás. Embora o quarto trimestre de 2025 (4T25) possa apresentar números mais modestos, analistas preveem uma melhora significativa em 2026, impulsionada por margens mais robustas e a potencial redução de tarifas sobre produtos exportados aos Estados Unidos. Para 2027, a projeção é de um expressivo crescimento nos lucros, com a capacidade de transmissão e distribuição (T&D) da WEG prevista para dobrar.

Essa confiança foi reforçada após um encontro entre analistas do BBA, o diretor financeiro André Rodrigues, e o gerente de RI, Felipe Scopel. Segundo o banco, os executivos transmitiram otimismo em relação à demanda. Dados indicam que produtos de ciclo curto da WEG têm ganhado força, com crescimento de 13% no mercado doméstico e 9% no exterior (desconsiderando efeitos cambiais). A WEG também implementou aumentos de preço para itens vendidos nos EUA em outubro, com o objetivo de alcançar crescimento de dois dígitos na Receita em 2026.

Impacto das Tarifas e Infraestrutura de Tecnologia

A questão das tarifas comerciais entre Brasil e Estados Unidos é um ponto de atenção. O Itaú BBA avalia que as negociações avançam e existe a possibilidade de redução das tarifas aplicadas aos produtos da WEG exportados para o mercado americano, de 50% para cerca de 25%. Mesmo sem essa redução, os aumentos de preço já realizados pela WEG devem compensar eventuais impactos na rentabilidade a partir de 2026. Uma queda nas tarifas poderia acelerar ainda mais o crescimento do lucro.

O banco também destaca o descasamento entre a performance da WEG e o interesse de investidores estrangeiros em empresas ligadas a data centers e energia. Cerca de 10% a 15% da receita da WEG nos EUA provém da venda de transformadores, e boa parte de seu portfólio atende à infraestrutura de tecnologia. Enquanto companhias desse setor acumulam altas superiores a 120% no ano, a WEG apresentava queda de 20% até recentemente, um cenário que pode começar a atrair o olhar dos investidores.

Projeções para o 4T25 e Potencial de Longo Prazo

Apesar do otimismo com o futuro, o Itaú BBA ressalta que o 4T25 deve apresentar resultados menos expressivos. A base de comparação é desafiadora, com o real mais desvalorizado no final de 2024, e a divisão de geração, transmissão e distribuição (GTD) deve registrar queda de 18% na receita. A margem Ebitda projetada é de recuo de 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, com lucro líquido estimado em R$ 1,57 bilhão, uma queda de 7% na comparação anual.

No entanto, a visão do Itaú BBA para investidores de longo prazo, especialmente os estrangeiros, está focada em 2027. A ação, atualmente cotada a cerca de R$ 41,45, possui um preço-alvo de R$ 50 até o final de 2026, o que representa um potencial de alta de 21%. Adicionalmente, a WEG negocia com desconto em relação à sua média histórica, com um P/L projetado para um ano 12% inferior à média e cerca de 14% a 19% mais barata que pares globais em 2026 e 2027.

Para os investidores locais, o aviso é claro: subestimar a WEG pode ter um custo elevado. O banco sugere que o momento atual não é ideal para considerar a WEG como fonte de recursos, reforçando a importância de acompanhar de perto as projeções e o desempenho da empresa.

Fonte: InfoMoney

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade