O vice-primeiro-ministro da Itália, Antonio Tajani, apelou ao Banco Central Europeu (BCE) para que reduza os custos de empréstimo e retome o programa de compra de ativos (quantitative easing) a fim de combater a valorização do euro, que tem prejudicado os exportadores italianos.
Pressão por Juros Menores e Liquidez
“Um dólar cada vez mais fraco e um euro cada vez mais forte prejudicam nossos exportadores, além das tarifas,” declarou Tajani à imprensa. Ele expressou esperança de que o BCE, assim como o Federal Reserve (Fed) americano, considere “cortar as taxas de juros ainda mais, mas também um novo quantitative easing para garantir mais liquidez e diminuir a força do euro.” A fala de Tajani reflete uma crescente preocupação na zona do euro com os efeitos de uma moeda única forte sobre a competitividade de suas empresas no mercado Internacional.
Impacto Econômico da Valorização do Euro
A recente força do euro frente ao dólar tem sido um ponto de atenção para a economia italiana, cuja base exportadora é um dos pilares de seu crescimento. Uma moeda europeia mais valorizada torna os produtos da zona do euro mais caros para compradores em países que utilizam moedas mais fracas, como o dólar americano. Isso pode levar a uma queda nas exportações, afetando a balança comercial e, consequentemente, o PIB. A sugestão de Tajani de um novo programa de quantitative easing visa injetar liquidez na economia e potencialmente desvalorizar o euro, tornando os produtos europeus mais competitivos.
Análises e Cenários Futuros
Analistas de mercado observam com atenção os desdobramentos dessa pressão vinda da Itália. A decisão de cortar juros e implementar novas medidas de flexibilização quantitativa caberá ao BCE, que tem como principal objetivo a estabilidade de preços na zona do euro. No entanto, a preocupação com o crescimento econômico e a competitividade das empresas é um fator que o banco central certamente levará em consideração em suas próximas reuniões de política monetária. A fala de Tajani se alinha a debates recentes sobre a necessidade de o BCE considerar um leque mais amplo de indicadores macroeconômicos em suas decisões, indo além da inflação.
Fonte: Bloomberg