Itália: MP pede extradição de Carla Zambelli, diz AGU

Ministério Público da Itália recomenda extradição de Carla Zambelli, presa no país. Decisão aguarda governo italiano, após parecer favorável da AGU.
extradição Carla Zambelli Itália — foto ilustrativa extradição Carla Zambelli Itália — foto ilustrativa

O Ministério Público da Itália emitiu parecer favorável à extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A informação foi divulgada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

A parlamentar está presa cautelarmente na Itália por decisão da Corte de Apelação de Roma, que identificou grave risco de fuga.

Carla Zambelli fugiu para a Itália no início de junho para escapar de uma condenação de dez anos de Prisão determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Carla Zambelli, deputada federal
Carla Zambelli, deputada federal.

Entenda o Caso da Extradição

A AGU está atuando no processo de extradição da parlamentar visando o cumprimento das determinações da Justiça brasileira. Zambelli foi acusada de participar da invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A extradição foi solicitada à Itália pelo governo brasileiro. A Corte de Apelação aguardava o parecer da Procuradoria-Geral italiana para agendar uma nova audiência, onde será avaliada a possibilidade de envio de Zambelli ao Brasil. A decisão final caberá ao governo italiano, através do Ministério da Justiça.

No dia 8 de setembro, a Corte de Cassação, instância máxima da Justiça italiana, rejeitou um recurso da Defesa da deputada contra sua prisão em regime fechado, mantendo-a detida enquanto o processo de extradição tramita.

Palácio da Justiça da Itália
Palácio da Justiça da Itália.

Condenações e Penas

Os advogados de Zambelli tentaram reverter a decisão da Corte de Apelação que determinou o regime fechado, alegando risco de fuga e compatibilidade do estado de saúde com o cárcere.

A deputada foi condenada pelo STF em maio à perda do mandato e dez anos de prisão por invadir o sistema do CNJ, com auxílio do hacker Walter Delgatti Neto, para emitir um mandado falso contra Alexandre de Moraes. Zambelli sustenta que o hacker agiu sozinho.

Pesa contra ela ainda outra condenação: 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, além de multa, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Esta decisão também prevê a perda do mandato parlamentar após o trânsito em julgado.

Outro Caso e Licença do Mandato

O caso se relaciona com um episódio em que Zambelli sacou e apontou uma arma para um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo. Um segurança da parlamentar efetuou um disparo na ocasião.

A perda de mandato de um deputado condenado criminalmente depende de análise da Câmara dos Deputados. O processo envolve a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e o plenário, sem prazo máximo para conclusão.

A licença de 127 dias que a deputada tirou do mandato antes de viajar para a Itália terminou em 2 de outubro.

Fonte: Folha de S.Paulo

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