O Irã rejeitou a proposta de cessar-fogo temporário mediada pelo Paquistão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã não busca uma trégua, mas o encerramento definitivo do conflito.
“Um cessar-fogo significa criar uma pausa curta para permitir que o outro lado reconstrua suas forças e cometa crimes novamente. Nenhuma pessoa racional aceitaria tal curso de ação”, declarou Baqaei.
A Casa Branca, por sua vez, também recuou da proposta de cessar-fogo de 45 dias discutida por mediadores. Um assessor sênior da presidência confirmou que o plano é “uma das várias ideias em discussão” e que o presidente ainda não aprovou o documento, afirmando que a Operação Epic Fury continua.
Plano de paz em duas fases
O plano em circulação, elaborado por mediadores egípcios, paquistaneses e turcos, previa duas fases. A primeira seria um cessar-fogo imediato de 45 dias com reabertura do Estreito de Ormuz. A segunda fase envolveria negociações para um acordo definitivo a ser concluído em 15 a 20 dias.
Garantias e dissuasão
Baqaei deixou claro que Teerã exige garantias de que o conflito não será retomado, mas descartou que organismos internacionais possam oferecê-las. “Não há garantia legal ou internacional. Infelizmente, as Nações Unidas mostraram na maioria dos casos que se tornam um instrumento nas mãos dos Estados Unidos”, disse o porta-voz.
Para o porta-voz, a única garantia válida é o próprio poder de dissuasão iraniano. “O inimigo deve ser levado a se arrepender de suas ações de tal forma que não tenha mais coragem de agir contra a soberania do Irã.”
Fonte: Infomoney