O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo de 45 dias, insistindo em um fim permanente para o conflito. A decisão surge em meio a tensões crescentes na região, com ataques aéreos e ameaças de retaliação.






O que você precisa saber
- O Irã rejeitou a proposta de cessar-fogo, buscando o fim definitivo da guerra.
- Uma proposta de 45 dias de trégua e reabertura do Estreito de Hormuz foi apresentada ao Irã e aos Estados Unidos.
- Israel realizou ataques a instalações petroquímicas no campo de gás South Pars, no Irã.
- Autoridades iranianas afirmam que a situação está sob controle.
- O chefe de inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC), Majid Khademi, foi morto em um ataque israelense.
Ataques e contra-ataques na região
A Arábia Saudita relatou ter abatido sete mísseis balísticos em seu território, com destroços caindo perto de instalações energéticas. A avaliação de possíveis danos está em andamento. Em outra frente, dois civis morreram em um ataque de drone no Curdistão iraquiano, próximo a Erbil. O serviço de contraterrorismo curdo indicou que o drone partiu do Irã.
Tensões diplomáticas e ameaças
O porta-voz militar iraniano rejeitou a retórica do presidente dos EUA, Donald Trump, classificando-a como arrogante e sem efeito sobre as operações militares. Trump, por sua vez, reiterou a ameaça de destruir infraestruturas iranianas, como usinas de energia e pontes, caso um acordo para reabrir o Estreito de Hormuz não seja alcançado até o prazo estabelecido. Ele também mencionou tentativas de armar grupos dentro do Irã para combater o governo.
Impacto econômico e preocupações internacionais
O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que ataques a instalações petroquímicas iranianas, incluindo o campo de gás South Pars, causaram um severo golpe econômico ao país, afetando cerca de 50% da produção petroquímica. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que ataques aéreos atingiram áreas próximas à usina nuclear de Bushehr, a 75 metros de seu perímetro. O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, condenou o ataque a instalações civis, classificando-o como ilegal e inaceitável, e enfatizou que apenas negociações podem trazer a paz.
Fonte: Dw