Autoridades iranianas responderam neste domingo (5) às ameaças de destruição feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao Estreito de Ormuz.
Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do parlamento iraniano, criticou os movimentos de Trump, afirmando que eles arrastam os Estados Unidos para um conflito regional. Qalibaf declarou que a insistência de Trump em seguir as ordens do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, levará a região a um “inferno”. Ele acrescentou que crimes de guerra não trarão ganhos e que a única solução é respeitar os direitos do povo iraniano.
Ali Akbar Velayati, assessor do líder supremo do Irã, alertou que a “frente da resistência”, composta por grupos aliados do Irã, poderia mirar o Estreito de Bab Al-Mandeb, no Mar Vermelho. Segundo ele, se a Casa Branca repetir erros, o fluxo de energia e comércio global poderá ser interrompido.
Seyyed Mohammad Mehdi Tabatabaei, porta-voz da presidência do Irã, indicou que a reabertura do Estreito de Ormuz dependeria de compensações financeiras ao Irã pelos danos de guerra. Já Esmail Qaani, comandante da Força Quds, declarou que os Estados Unidos e Israel devem esperar “novas surpresas”, referindo-se a operações na região.
Fonte: Infomoney