Ex-chefes do Fed condenam Trump por ataque ‘sem precedentes’ ao BC dos EUA

Ex-presidentes do Fed criticam investigação de Trump contra Jerome Powell, alertando para risco à independência do banco central americano e instabilidade econômica.
Independência do Federal Reserve — foto ilustrativa Independência do Federal Reserve — foto ilustrativa

Os três últimos presidentes do Federal Reserve (Fed) dos EUA se uniram a outras ex-autoridades da política econômica federal para condenar a investigação criminal do Governo Trump sobre o presidente do Fed, Jerome Powell. A ação é associada à interferência na independência do banco central, vista mais frequentemente em países de mercados emergentes com instituições fracas.

O inquérito criminal sobre Jerome Powell é uma tentativa sem precedentes de usar ataques judiciais para minar a independência do Fed, segundo declaração assinada pelos ex-presidentes Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan.

Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan, ex-presidentes do Fed, criticam investigação contra Jerome Powell.
Ex-presidentes do Fed alertam sobre interferência em Powell.

Trump nega envolvimento em ação criminal contra o Fed

Donald Trump negou envolvimento em qualquer ação criminal contra o Fed, afirmando não saber nada sobre o assunto. Ele aproveitou para criticar Jerome Powell, afirmando que o atual presidente do banco central americano “não é bom no Fed, nem em construir prédios”.

Powell denuncia pressão política e intimação do Fed

Jerome Powell informou que o Departamento de Justiça, sob o governo Donald Trump, abriu um inquérito criminal sobre comentários feitos ao Congresso no ano passado. Powell denunciou a ameaça de acusação criminal como uma pressão política ligada à resistência do banco central às demandas de Trump por cortes de juros.

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, fala em evento.
Presidente do Fed relata pressões do governo Trump.

“É assim que a política monetária é feita em mercados emergentes com instituições fracas, com consequências altamente negativas para a inflação e o funcionamento de suas economias de forma mais ampla. Isso não tem lugar nos EUA, cuja maior força é o estado de direito, que é a base do nosso sucesso econômico”, declarou a nota conjunta.

A declaração foi endossada por outros 10 ex-autoridades econômicas nomeadas por presidentes republicanos e democratas, reforçando a preocupação com a interferência política nas decisões do banco central americano.

Fonte: InfoMoney

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