IGP-M despenca em outubro e acumula alta de 0,92% em 12 meses

IGP-M em outubro: Índice da FGV cai 0,36%, superando expectativas. Veja o acumulado em 12 meses e o impacto nos preços ao produtor e consumidor.
IGP-M em outubro — foto ilustrativa IGP-M em outubro — foto ilustrativa
Linhas de transmissão de energia em Santo Antônio do Jardim 06/02/2014 REUTERS/Paulo Whitaker

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou uma queda de 0,36% em outubro, revertendo a alta de 0,42% observada no mês anterior. Este recuo foi mais acentuado do que o projetado por economistas, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado de outubro, o índice acumula uma elevação de 0,92% nos últimos 12 meses.

A expectativa média de analistas em pesquisa da Reuters apontava para uma retração de 0,22%, o que torna o resultado divulgado pela FGV mais expressivo.

Impacto nos Preços ao Produtor

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que detém 60% do peso no cálculo do IGP-M e monitora a variação de preços no atacado, apresentou uma queda de 0,59% em outubro. Em setembro, o mesmo índice havia registrado alta de 0,49%.

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a deflação nas commodities foi um dos principais fatores para essa variação. “Em outubro, os preços ao produtor foram impactados pela queda de matérias-primas brutas agropecuárias de peso, como leite in natura, café em grão, soja em grão e bovinos”, detalhou.

Dentro do IPA, as matérias-primas brutas, em particular, registraram uma deflação de 1,41% em outubro, contrastando com a alta de 1,47% observada em setembro.

Gráfico do IGP-M em outubro mostrando queda.
IGP-M em outubro registrou queda.

Desaceleração nos Preços ao Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do índice geral, também mostrou uma desaceleração em sua taxa de alta, passando de 0,25% em setembro para 0,16% em outubro.

Dias explicou que a queda nos preços ao consumidor foi fortemente influenciada pelo grupo Habitação. “Os preços ao consumidor registraram forte desaceleração, influenciada principalmente pelo grupo Habitação, com redução nas tarifas de energia elétrica residencial decorrente da mudança da bandeira tarifária, que passou de vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1”, afirmou.

No mês, a tarifa de eletricidade residencial apresentou uma queda de 1,78%, revertendo a alta de 4,76% registrada no período anterior, conforme os dados do IGP-M.

Custo da Construção Estável

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) manteve sua variação em 0,21% no período, repetindo a taxa registrada no mês anterior. Isso indica estabilidade nos Custos do setor.

O IGP-M abrange a análise de preços ao produtor, consumidor e na construção civil, considerando o período entre os dias 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência.

Gráfico do IGP-M detalhando custos da construção.
INCC mantém variação estável em outubro.

A análise da FGV sugere um cenário de arrefecimento da inflação em diversos setores, especialmente impulsionado por commodities e energia, o que pode ter implicações nas políticas econômicas futuras.

Fonte: InfoMoney

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