O Ibovespa opera em leve alta nesta segunda-feira, influenciado pelas tensões no Oriente Médio e declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã. Apesar de um viés mais positivo nos mercados globais, o prazo para a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, rota crucial para o petróleo, se encerra sem avanços significativos nas negociações.
Por volta das 13h15, o Ibovespa registrava alta de 0,20%, aos 188.422 pontos. Em Nova York, os principais índices apresentavam ganhos, com o S&P 500 subindo 0,26%, o Dow Jones em 0,19% e o Nasdaq em 0,35%. O volume financeiro projetado para o índice brasileiro era de R$ 11 bilhões.
Trump afirmou que a guerra pode terminar rapidamente se o Irã agir conforme o esperado e reiterou que o país não pode possuir armas nucleares. Notícias sobre um possível acordo de trégua de 45 dias trouxeram alívio inicial, mas o cenário se mostra cada vez mais distante.
Neste ambiente de incertezas, os investidores mantêm uma postura cautelosa, com o volume negociado no Ibovespa abaixo da média. O índice demonstra resiliência, buscando manter-se acima dos 188 mil pontos. A menor alocação em ações durante o conflito pode explicar a reação mais amena da bolsa brasileira.
A maioria das blue chips avança, com exceção das ações ordinárias da Vale, que recuavam 0,10%. As ações da Petrobras, tanto preferenciais quanto ordinárias, apresentavam ganhos, acompanhando a alta do petróleo no exterior. O contrato do Brent subia 0,51%, a US$ 109,60 por barril.
Os papéis de bancos também operam em alta, com destaque para as units do BTG Pactual e os papéis do Bradesco PN. Na ponta negativa, as ações da Azzas 2154 ON ampliando as perdas pela terceira sessão consecutiva.
Apesar da volatilidade gerada pelo evento de risco, o real e a bolsa brasileira têm demonstrado resiliência. O fluxo estrangeiro para o Brasil não foi afetado, e fatores como a produção de petróleo, menor dependência de importações e a taxa elevada da Selic contribuem para a blindagem do país.
Apesar disso, o principal risco permanece a falta de visibilidade sobre o desfecho da guerra. Qualquer mensagem interpretada pelo mercado sem previsão de encerramento do conflito tende a gerar um viés negativo.
Fonte: Globo