O Ibovespa atingiu um marco histórico nesta quarta-feira, operando pela primeira vez acima dos 148 mil pontos. O otimismo do mercado é impulsionado pela notícia de um iminente encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, agendado para as 23h (horário de Brasília). Simultaneamente, os investidores aguardam a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros, com a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual, mas com atenção especial às declarações do presidente Jerome Powell.
Por volta das 10h30, o índice exibia uma alta de 0,67%, alcançando 148.423 pontos. A mínima registrada foi de 147.430 pontos, enquanto a máxima atingiu 148.614 pontos, estabelecendo um novo Recorde.
Contexto Internacional e Reação do Mercado
No cenário Internacional, os futuros do S&P 500 apresentavam alta de 0,33%, e o índice Stoxx 600 subia 0,21%. O volume negociado no Ibovespa, na hora citada, projetava R$ 19,2 bilhões.
As ações da Vale, em particular, mostram forte valorização, avançando 1,62%. Essa performance acompanha a alta do minério de ferro em Dalian, na China. Os investidores aguardam ansiosamente os resultados corporativos da mineradora, que serão divulgados amanhã.
Análise de Ações Individuais
Enquanto isso, as ações ON da Petrobras registraram uma leve queda de 0,72%. Em contrapartida, a Hypera ON demonstrou um desempenho robusto com alta de 5,23%. As units do Santander também apresentaram ganhos expressivos, avançando 2,96%, após a divulgação de balanços positivos.
Expectativas para a Política Monetária Americana
A decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros é um dos pontos cruciais do dia. Embora a expectativa geral aponte para um corte de 0,25 ponto percentual, o foco se volta para a comunicação de Jerome Powell. Declarações futuras sobre a trajetória da política monetária americana podem influenciar os mercados globais e o comportamento dos investidores em relação a ativos de risco.
A notícia do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping traz um sopro de otimismo em relação às tensões comerciais entre EUA e China. Qualquer sinal de distensão pode aliviar pressões sobre a economia global e beneficiar mercados emergentes como o Brasil.
Fonte: Valor Econômico