Ibovespa: Lucros do 4T25 superam expectativas apesar de cenário misto

Lucros do Ibovespa no 4T25 superam expectativas, com destaque para construção civil e transportes. Itaú BBA projeta crescimento de 18% para os lucros até 2027.
xr:d:DAFfzb8JVnE:2384,j:4499502938667898854,t:23102313

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 apresentou resultados robustos para as empresas do Ibovespa, com lucros líquidos agregados 6,6% acima das estimativas ao excluir o setor de commodities, segundo análise do Itaú BBA. Em comparação anual com o 4T24, as empresas registraram expansão de 3,7% nas receitas, 8,3% no Ebitda e 1,7% no lucro líquido.

whatsapp image 2023 03 08 at 18.48.27 e1678312415990 220x118
whatsapp image 2023 03 08 at 18.48.27 e1678312415990 220×118
juros futuros 220x118
juros futuros 220×118
sabesp sbsp3 day trade 1 220x118
sabesp sbsp3 day trade 1 220×118
artes liliane 13 220x118
artes liliane 13 220×118
trump eua estados unidos tarifas brasil 220x118
trump eua estados unidos tarifas brasil 220×118
petrobras petr4 dividendos 220x118
petrobras petr4 dividendos 220×118

No total, 38,6% das companhias analisadas superaram as expectativas de lucro, enquanto 32,9% ficaram aquém do esperado pelo mercado.

Setores em destaque: vencedores e vencidos

O desempenho setorial foi heterogêneo. A construção civil liderou os avanços, com crescimento de dois dígitos em todas as métricas financeiras. O setor de transportes também surpreendeu, com expansão de 62% no lucro líquido e 14% no Ebitda. Energia, saneamento e papel e celulose também apresentaram resultados positivos.

Por outro lado, o segmento de consumo e varejo reportou lucro líquido 8% abaixo das projeções, apesar de um crescimento anual de 40%. O setor de saúde também ficou aquém do esperado, com Ebitda 6,7% menor que as estimativas.

As “top picks” e a alavancagem corporativa

O relatório do Itaú BBA destacou cinco ações com desempenho relevante no período: Axia (AXIA3), Copel (CPLE3), Orizon (ORVR3), Petrobras (PETR4) e Tenda (TEND3). O mercado também monitora a alavancagem corporativa, que subiu para 1,9 vez (Dívida Líquida/Ebitda) no 4T25, ante 1,8 vez nos trimestres anteriores, impulsionada pelos setores de educação e saúde. O nível atual, contudo, permanece abaixo da média histórica de 10 anos (2,4 vezes).

Perspectivas para 2026 e 2027

Analistas do Itaú BBA projetam um crescimento médio anual composto (CAGR) de 18% nos lucros do Ibovespa entre 2024 e 2027. Empresas domésticas devem se beneficiar da queda de juros, embora o início de 2026 tenha mostrado um ritmo mais lento de afrouxamento monetário. O Banco Central iniciou o ciclo de cortes com 0,25 ponto percentual na Selic em março. O cenário de cautela persiste devido aos elevados preços do petróleo, que elevam os temores de inflação global e podem manter os juros restritivos por mais tempo, impactando a atividade econômica e a estrutura de custos das empresas brasileiras.

Fonte: Moneytimes

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade