Os houthis do Iêmen reivindicaram ataques com mísseis de cruzeiro e drones contra alvos em Eilat, no sul de Israel. Segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, a ofensiva foi parte de uma operação conjunta com as Forças Armadas do Irã e o Hezbollah, do Líbano. As Forças Armadas e o Hezbollah não comentaram a declaração.


Saree afirmou que “alvos vitais e militares” na cidade, próxima ao Mar Vermelho, foram atingidos. Israel não confirmou imediatamente os danos ou possíveis vítimas.
A declaração ocorre em um contexto de escalada das tensões regionais. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou que “o terrorismo e o crime não podem abalar” as forças armadas iranianas, referindo-se a ataques atribuídos aos EUA e Israel. Khamenei atribuiu o assassinato do general Majid Khademi, da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), ao “inimigo americano-sionista”, mas ressaltou que “as fileiras dos combatentes e defensores da verdade no Irã islâmico permanecem sólidas e estruturadas”.
No âmbito diplomático, a agência estatal iraniana IRNA informou que Teerã rejeitou uma proposta de cessar-fogo e defende o fim permanente da guerra. A resposta foi transmitida aos Estados Unidos por meio do Paquistão, que atua como mediador.
A tensão aumentou após o presidente dos EUA, Donald Trump, estabelecer um prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques a infraestrutura energética. Paralelamente, Israel relatou ter atingido instalações petroquímicas no campo de South Pars.
Fonte: Infomoney